Além de ser um dos óleos mais consumidos no mundo inteiro, o óleo de palma tem vindo a tornar-se também num dos mais polémicos produtos alimentares dos dias de hoje. Trata-se de um óleo derivado do fruto da palmeira, o dendezeiro. É o óleo que possibilita as melhores margens lucrativas, economicamente falando, e um dos que causam mais estragos a nível ambiental.

Vamos tentar perceber o porquê

Várias publicações e notícias na internet têm dado a entender o perigo do consumo deste óleo por parte da população, afirmando que pode constituir um perigo para a saúde pública. De acordo com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, o consumo de óleos refinados (principalmente o óleo de palma) pode aumentar o risco de vir a ter #Cancro.

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A afirmação parece fundar-se com base na teoria que diz que se o óleo for refinado a uma temperatura a rondar os 200 graus ou mais, pode vir a criar-se uma substância cancerígena a partir daí.

Além do factor saúde

A produção em massa deste óleo é também um factor incontornável no que diz respeito à questão ambiental, tendo contribuído de forma muito preocupante para o desflorestamento de florestas tropicais nos países onde é produzido (Indonésia e Malásia) e tendo como consequências um aumento da emissão de gases de estufa e o risco de extinção de espécies de animais.

  • Em 2015, a ministra francesa da Ecologia, Ségolène Royal, alertou para o desflorestamento proveniente da produção de óleo de palma, pedindo mesmo à população francesa que deixasse de consumir Nutella, devido ao facto de esta conter óleo de palma. O seu comunicado baseou-se também no "trabalho quase escravo” que é, muitas das vezes, eleito para esse mesmo desflorestamento.
  • Já antes, em 2011, foi chumbada uma lei em França, que visava criar um imposto de 300% sobre produtos que contivessem óleo de palma, tanto pelos motivos ambientais, como pelos motivos da saúde, devido a serem demasiado calóricos.

Caso Nutella

Como já foi referido, em 2015 a ministra francesa do Ambiente já tinha pedido que se deixasse de comer o famoso chocolate da Ferrero, alegando questões ambientais.

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Mais recentemente a maior cadeia de supermercados da Itália (país da marca Ferrero) resolveu exterminar a venda do produto nas suas superfícies comerciais devido a conter óleo de palma. Em resposta ao sucedido, outros produtos alimentares já acabaram com o uso do óleo de palma nos seus produtos. Um exemplo disso é outra marca gigante italiana, a Barilla, que hoje em dia dá destaque à indicação “livre de óleo de palma”.

Alimentos que contêm óleo de palma

  • Batatas fritas, molhos, bolachas, sardinhas em lata, gelados, queijos, refeições instantâneas, polpas de tomate, tabletes de chocolate e muitos mais produtos que estamos acostumados a consumir diariamente.

De frisar que existem muitos produtos com óleo de palma à venda e nem sempre é indicada no produto a utilização do mesmo. Por isso mesmo:

O que podemos fazer?

Além de uma redução abrupta do nosso consumo a produtos que contenham esse óleo, como consumidores temos o direito e o dever de exigir que as marcas sejam obrigadas a indicar nos produtos se usam o óleo de palma.

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#Alimentação #Vida Saudável