As últimas estatísticas em Portugal revelam que 13 mil pessoas são intolerantes a alimentos com #glúten e cerca de uma em cada três pessoas é intolerante à lactose. O estudo revela que não se verificou um aumento de intolerantes mas que o consumo de produtos isentos de glúten e de lactose duplicaram nos últimos três anos. A oferta aumentou drasticamente e os consumidores procuram mais esse tipo de produtos alimentares. Será um lifestyle dos portugueses ou veio mesmo para ficar como necessidade dos intolerantes?

A endocrinologista Isabel do Carmo já afirmou que a intolerância é uma moda, que suspeita se tratar de uma influência da indústria norte-americana de produção de soja e leite de soja e não passará de um mito fútil.

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Já a corrente a favor da dieta isenta de glúten e lactose, ao trocar alimentos processados por outros, como alimentos frescos e biológicos (isentos de pesticidas, hormonas, corantes, conservantes e químicas artificiais de crescimento), defende que alimentar-se com legumes, frutas, peixe selvagem (não é peixe de viveiro ou seja de aquacultura ou de aquicultura) e carne biológica, acabará por permitir ao seguidor desse tipo de dieta emagrecer 8 a 12 kilos por mês. Será verdade ou mito?

Os #alimentos processados são aqueles que não podem ser obtidos através da natureza, ou seja, são produzidos pelo homem através de uma matéria-prima conseguida, esta sim, na natureza. Estes alimentos têm na sua composição maior quantidade de sal, gordura e açúcar, conforme revela uma estatística da Associação Americana do Coração, que aponta que 75% do nosso consumo diário de sódio vêm de alimentos processados e não de fontes naturais.

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Por exemplo, alguns desses alimentos processados são:

  • Pipocas de micro-ondas;
  • Nuggets de frango;
  • Batatas fritas;
  • Barras de granola;
  • Biscoitos, bolachas e bolinhos;
  • Margarina;
  • Salgados;
  • Bebidas em pó;
  • Carnes processadas;
  • Cereais matinais;
  • Refrigerantes;

A obra editorial "A Mentira do Glúten", do professor assistente Alan Levinovitz, da Universidade James Madison, na Virgínia (EUA), revela aos seus leitores como livrar-se da culpa e começar a saborear a comida novamente. Para ele, a moda da dieta sem glúten não é uma dieta sem perigos. Alan Levinovitz diz que não é a primeira vez que a alimentação especial para celíacos entra na moda. Já ocorreu nos anos de 1920 a 1930, quando os especialistas clínicos - que ainda não sabiam do papel do glúten na doença - faziam um receituário com prescrição de uma dieta à base de banana e leite, caldos de legumes, gelatina e quantidades pequenas de carne.

Famosos que eliminaram o glúten da sua alimentação, como Gwyneth Paltrow, Miley Cyrus e Victoria Beckham, dizem que eliminar a proteína das suas dietas não foi uma decisão leviana, tomada apenas por "capricho", mas sim algo necessário porque são de fato intolerantes.

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Ao optar por seguir ou não este tipo de alimentação convém saber antes de mais se se é intolerante ao glúten e à lactose, e depois saber quais as suas vantagens e inconvenientes inerentes a essa dieta. #intolerância alimentar