Um menino de nacionalidade marroquina morreu na manhã de ontem, 4 de Junho, quando foi colhido por uma moto. A criança, de 10 anos, estava a andar de bicicleta quando aconteceu o fatídico acidente. A tragédia aconteceu na localidade de Azoia, na estrada de acesso ao Cabo Espichel, no concelho de Sesimbra. A família da vítima teve conhecimento do acidente através de vizinhos e teve de receber apoio psicológico.

Aquela que era uma rotina habitual acabou em tragédia. A criança tinha por hábito andar de bicicleta junto à casa onde morava com os pais e um irmão de cinco anos. Uma família marroquina que está a residir em Portugal há alguns anos. Só que, no sábado (4 de Junho) a meio da manhã, Hamza Labrahimi aventurou-se e afastou-se um pouco mais da zona habitual onde frequentemente brincava. Em plena estrada nacional (EN379), acabaria por ser colhido por uma moto, tendo o seu condutor sofrido ferimentos, considerados ligeiros, apesar de ter sido transportado ao hospital.

Pior sorte teve o menino que, apesar das manobras de reanimação efectuada pelos Bombeiros Voluntários de Sesimbra e pelos elementos de duas viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) acabou por não resistir aos ferimentos. O óbito acabaria por ser declarado no local. O pai da criança, Mustapha Labrahimi, contou aos jornalistas que estava em casa quando foi avisado por uma vizinha do sucedido. Quando chegou ao local da colisão, a poucos metros de casa, encontrou já o filho no interior da ambulância a ser submetido a manobras de reanimação, que se revelaram infrutíferas.

A morte de Hamza Labrahimi deixou em estado de choque, não só a própria família e amigos mais próximos, mas também a povoação de Azoia. O INEM accionou para o local uma equipa de psicólogos para dar apoio, estando a Guarda Nacional Republicana a proceder a investigações no sentido de apurar as circunstâncias em que se deu o trágico acidente. Entretanto, os pais do rapaz, a mãe desempregada e o pai pescador, lançaram um pedido de auxílio junto da Embaixada de Marrocos em Portugal para poderem transladar o corpo do menino para a sua terra Natal, permitindo que seja sepultado no seu país de origem, apesar de pretenderem continuar a residir em Portugal. #Acidente Rodoviário