Uma menina de 8 anos e um homem de 56 morreram na tarde desta quarta-feira, 2 de Agosto, ao serem colhidos por uma avioneta na praia de São João, na Costa de Caparica, no concelho de Almada. As vítimas, sem qualquer relação familiar entre si, estavam na praia quando a aeronave aterrou de emergência. Os dois tripulantes, identificados e portugueses, saíram ilesos e foram sujeitos a um interrogatório por parte da Polícia Marítima, sendo ouvidos esta quinta-feira pelo Ministério Público. Do acidente há ainda ferimentos causados numa mulher de 45 anos.

O alerta foi dado às 16h51 e envolveu uma avioneta - Cessna 152 - propriedade do Aero Clube de Torres Vedras e alugada à escola de aviação Aerocondor.

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O aparelho, no qual seguiam um aluno e um instrutor sénior, estava a efectuar um voo de treino de Cascais para Évora. Depois de reportar à torre de controlo uma avaria no motor, os tripulantes foram forçados a realizar uma aterragem de emergência na praia de São João, na Costa de Caparica. Naquela operação, a aeronave acabou por colher os banhistas, um adulto e uma criança, que perderam a vida no local.

De acordo com um comunicado emitido pela escola de aviação Aerocondor, o instrutor possui uma “elevada experiência com milhares de horas de voo”. Por outro lado, para além de manifestar os pêsames aos familiares das vítimas, a mesma escola afirmou estar disponível para colaborar com as autoridades com vista a apurar as causas e as circunstâncias daquele trágico acidente. Por sua vez, Paulo Isabel, capitão do Porto de Lisboa, disse aos jornalistas que foram iniciados dois processos de inquérito: um de natureza judicial, a cargo do Ministério Público, e um outro de natureza técnica, promovido pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves.

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Após o acidente, alguns banhistas, que se encontravam na praia, não esconderam a sua revolta e tentaram agredir os dois tripulantes da aeronave, tendo sido impedidos por outros veraneantes e por agentes da Polícia Marítima que acorreram ao local. Foram várias as testemunhas que relataram aos jornalistas que os tripulantes poderiam ter efectuado a aterragem na água e não na praia, uma vez que esta estava cheia de pessoas.

De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil, nas operações de socorro estiveram envolvidos 45 operacionais auxiliados por 21 veículos, da Polícia Marítima, Polícia Judiciária, Guarda Nacional Republicana e das corporações de bombeiros voluntários de Cacilhas e Trafaria, bem como peritos do Gabinete de Prevenção da Investigação dos Acidentes de Aviação. #Óbito #Acidente de Aviação