A maior desilusão que se pode dar a uma criança é dizer que o Pai #Natal não existe. Para muitos pais, a melhor opção é prolongar a mentira durante o maior período de tempo possível. Todavia, quando chega o inevitável dia, poucos sabem contar a #História real. O Pai Natal de hoje, rechonchudo, de barbas brancas, é fruto da veia criativa de um sueco chamado Haddon Sundblon, que foi incentivado pela famosa marca de bebidas Coca-Cola a criar uma campanha publicitária que atraísse o público mais novo. O sucesso foi estrondoso e rapidamente se enraizou na cultura ocidental.

Nada surge por acaso e esta história também. A inspiração advém de uma lenda antiga, muito anterior à Idade Média e personificada na figura de São Nicolau, um jovem que viajava muito e que ficava na memória de quem o conhecia por dar presentes às crianças com dificuldades. Em pouco tempo, a sua bondade espalhou-se e, quando um dia regressou à sua terra natal, Patara (Turquia), foi declarado bispo da cidade de Mira. O tempo foi passando e vários milagres começaram a ser associados à figura de São Nicolau. A devoção acabou por se alastrar a outras regiões, inclusive à Europa. Milhares de igrejas foram construídas em sua homenagem e uma delas foi erguida por ordem do imperador romano Justiniano I, em Constantinopla (actual cidade de Istambul).

Quando chegou a Reforma Protestante o culto a São Nicolau desvaneceu-se, à excepção da Holanda, onde esta personagem persistiu com o nome de Sinterklaas. Com a colonização esta crença foi levada para o povo americano, que passou a chamá-lo de Santa Claus, para nós Pai Natal. Há quem defenda que antes da Coca-Cola o Pai Natal foi pela primeira vez desenhado, em 1862, por Thomas Nast, cartoonista da Guerra Civil Americana.

Teorias à parte, certo é que o Pai Natal é hoje uma personagem à escala mundial, que faz parte do imaginário de muitas crianças do mundo inteiro. A magia desta quadra passa por aí, por isso, vamos prolongá-la até quando der, mas não nos esqueçamos de contar o outro lado desta história quando a fantasia terminar. Independentemente de tudo, a génese do Natal é a solidariedade. #Curiosidades