Um estudo levado a cabo por uma equipa internacional, entre 2007 e 2013, divulgado agora na revista norte-americana Plos One, concluiu que existem pelo menos 269 mil toneladas de plástico a flutuarem nos oceanos em todo o mundo. Há quem defenda há algum tempo que se trata de uma autêntica epidemia dos Tempos Modernos e não pense que nós, os portugueses, somos dos mais inocentes nesta história. Muito pelo contrário. Continuamos a ser, no panorama europeu, um dos países mais poluentes. Estima-se que todos os anos cada português use 466 sacos de plástico, sendo que desses, 89% são utilizados apenas uma vez e somente 6,6% terminem na reciclagem.

Por culpa de dados como estes, e de realidades como a da existência no Pacífico Norte duma ilha flutuante constituída por, imagine, 150 milhões de toneladas de plástico com dez metros de profundidade, o extermínio total de sacos de plástico é cada vez mais uma realidade. Exemplo disso é a Califórnia, onde foi estipulada recentemente uma lei que proíbe o uso de sacos de plástico em todos os supermercados e mercearias, assim como em outros locais, tornando-se assim o primeiro estado dos Estados Unidos da América a tomar esta posição. Nas palavras do governador Jerry Brown: "esta reforma é o passo na direcção certa, pois diminui o número de sacos de plástico que poluem as nossas praias, parques e oceanos. Somos os primeiros a banir os sacos, mas não havemos de ser os últimos".

Seguindo a tendência mundial, o ministro do #Ambiente português, Jorge Moreira da Silva, comunicou, no passado mês de Outubro, que a partir do próximo ano todos os sacos de plástico leves serão sujeitos a uma taxa de oito cêntimos, o que, com o IVA, corresponderá a dez cêntimos. Com esta medida o governo pretende diminuir, já em 2015, o uso destes sacos de 466 (por pessoa e anualmente) para 50. Apesar de o caminho a percorrer neste campo ainda só ter começado, a verdade é que as pessoas, de modo geral, estão mais sensíveis à importância de preservar o meio ambiente. Para que haja um final feliz é fundamental que os governantes, as empresas, bem como as escolas, continuem a alertar as populações das consequências do uso irresponsável de sacos de plástico. Se não queremos viver no meio do lixo, é imperioso começarmos a agir de imediato. O planeta não vai conseguir aguentar por muito mais tempo. #Natureza