As mulheres que têm mais filhos são mais produtivas no trabalho, revela um estudo da Federal Reserve Bank of St.Louis, nos EUA. De acordo com a pesquisa, que analisou mulheres ao longo de três décadas de carreira, as mulheres com mais filhos eram mais produtivas que as mulheres sem filhos em quase todas as funções. Ainda segundo o estudo, as mulheres com dois ou mais filhos são as mais produtivas. Segundo o jornal norte-americano «Washington Post», os investigadores envolvidos na pesquisa analisaram o desempenho de 10 mil economistas, uma vez que o seu trabalho é mais fácil de analisar e catalogar, ao contrário do que sucede noutras profissões, como médicas, polícias ou outras atividades.

Pais também são mais produtivos no trabalho

Tal como sucede em relação às mulheres, também os homens com mais filhos mostraram ser mais produtivos que os homens sem filhos, sobretudo os que têm dois ou mais descendentes. No que toca às mulheres, as conclusões foram, no mínimo, curiosas: aquelas que nos cinco anos iniciais da sua carreira profissional não tiveram filhos, mostraram-se bastante menos produtivas do que as suas colegas mães. Mais ainda, a diferença em termos de produtividade e desempenho na profissão entre as mulheres sem filhos e as que tinham apenas um filho era quase nula. No entanto, as que tinham dois ou mais filhos mostraram ser bem mais produtivas.

Filhos podem dar ajuda na carreira profissional

Este pode ser um bom incentivo para as mulheres que dão prioridade à sua carreira profissional em detrimento da #Família, nomeadamente no que se refere a ter filhos. Recorde-se, a propósito, que a taxa de natalidade em Portugal tem vindo a decair de ano para ano, sendo que o país corre mesmo o risco de não conseguir manter o seu sistema de pensões e Segurança Social dentro de algumas décadas. Além da crise e das fracas condições financeiras da maioria das pessoas, o que inviabiliza ou, pelo menos, adia o sonho de ter filhos, a prioridade dada à carreira profissional tem igualmente contribuído para que haja cada vez menos mães em Portugal.