Em 2016 os beneficiários da segurança social e candidatos à receção da reforma só o poderão fazer quando completarem 66 anos e dois meses de idade. Tal consta na portaria N.º 277/2014 - DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 249/2014, SÉRIE I DE 2014-12-2665990733. Esta evoca como argumento da decisão do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social o novo fator de sustentabilidade do sistema que assenta na esperança média de vida cada vez mais prolongada e também a crescente evolução demográfica. Nesta portaria pode ler-se ainda que:

"1 - O fator de sustentabilidade aplicável ao montante estatutário das pensões de velhice do regime geral de segurança social atribuídas em 2015, dos beneficiários que acedam à pensão antes dos 66 anos de idade é de 0,8698.

2 - O fator de sustentabilidade aplicável ao montante regulamentar das pensões de invalidez relativa e de invalidez absoluta atribuídas por um período igual ou inferior a 20 anos, convoladas em pensão de velhice em 2015, é de 0,9383."

Assim a ser, os trabalhadores terão que trabalhar mais um ano e dois meses para conseguirem auferir a reforma e usufruírem dos direitos que foram deveres outrora. O governo prevê, desta forma, um controlo equilibrado do sistema de segurança social que tem vindo a cair em desequilíbrio há já vários anos pela grande quantidade de beneficiários e cada vez menos pessoas ativas a descontar para o sistema. Para os cidadãos que estão prestes a entrar na idade de reforma, esta decisão vem atrasar muitos planos e o tão esperado descanso depois de anos a contribuir para as receitas do país.

Se na realidade muitos países europeus já aumentaram a idade de reforma para os 67 anos, a realidade portuguesa parece não se enquadrar neste cenário pois os cidadãos queixam-se cada vez mais da piora do sistema de saúde e do acesso a tratamentos vitais para as populações. Por agora, resta dar corda aos sapatos e continuar a laborar para que o ano e dois meses a mais cheguem depressa e plenos de saúde.

Dentro desta medida estão excluídas profissões consideradas de desgaste rápido, tais como a de mineiro ou controlador aéreo (entre outras) que continuam a poder reformar-se aos 65 anos. Ficam também ainda fora deste quadro todas as pessoas que em 2013 reunissem as condições legais para se reformarem e tivessem preferido manterem-se no ativo. #Terceira Idade