Proveniente do latim corruptus que simboliza "quebrado em pedaços", corrupção, de acordo com o dicionário, designa o acto de oferecer algo para obter alguma vantagem, numa atitude que favorece uma pessoa e prejudica outra. Com base numa votação levada a cabo pelo Grupo Porto Editora que contou com a participação de 22 mil portugueses, corrupção foi eleita a palavra do ano, somando 25% dos votos. O "uso de meios ilícitos para obter algo de alguém" fez manchete em várias páginas de jornais ao longo de 2014, sendo que, segundo a editora, para esta "vitória" contribuiram muito "os vários casos de corrupção que foram sendo conhecidos ao longo do ano passado" e, consequentemente, o destaque dado pelos meios de comunicação social que conduziu a um sem número de debates e conversas.

Para tal, os casos Face Oculta e dos vistos gold terão sido a grande influência para a eleição online da Porto Editora, sem esquecer a prisão do antigo Primeiro-Ministro, José Sócrates, por suspeita de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada. O Processo Face Oculta, cuja sentença foi lida em Setembro de 2014, refere-se a um processo judicial que investigou o grupo económico liderado por Manuel Godinho e que envolveu lavagem de dinheiro, evasão fiscal e corrupção política. No caso da Investigação 'Labirinto', relacionada com os vistos gold, foram identificadas suspeitas de corrupção na concessão de vistos gold para Portugal.

Depois de corrupção, a segunda palavra eleita pelo público foi xurdir. Trata-se de um regionalismo que descreve a vida de muitos portugueses: lutar pela vida ou fazer pela vida. Selfie foi o terceiro vocábulo escolhido. Apesar de ser um estrangeirismo, esta palavra conquistou os portugueses que, ao longo do último ano, não se cansaram de tirar fotografias a si próprios.

Recorde-se que as palavras que fizeram parte do leque de escolhas eram: banco, basqueiro, cibervadiagem, corrupção, ébola, gamificação, jihadismo, legionela, selfie e xurdir. Com a vitória de palavras como esmiuçar (2009), vuvuzela (2010), austeridade (2011), entroikado (2012) e bombeiro (2013), a Porto Editora tem desenvolvido esta votação desde 2009 com o objectivo de fazer um resumido retrato dos acontecimentos e factos de importância que marcaram o ano em questão em áreas do quotidiano bastante distintas. Havendo palavras que identificam esses momentos, a Porto Editora desafia os portugueses a escolherem o vocábulo que merece, todos os anos, o título de "Palavra do Ano". #Curiosidades