O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, disse esta segunda-feira, em Bruxelas, que Portugal quer ser pioneiro no combate ao #Desemprego de longa duração. Para o ministro, este "é um problema económico, mas é acima de tudo um problema social". Para tal, o Governo pretende apostar na formação e nos estágios profissionais. "É muito importante sermos pioneiros a falar do caso do desemprego de longa duração, dado que este é também um problema um pouco por toda a Europa", afirmou Pedro Mota Soares à agência Lusa.

Portugal pretende assim lançar dois programas específicos dirigidos a desempregados de longa duração com mais de 30 anos. Um dos programas, intitulado "Vida Ativa", tem como vértice principal a formação no local de trabalho. Com esta medida, o Governo prevê investir 30 milhões de euros com vista a atingir 20 mil trabalhadores até Abril.

Ao mesmo tempo, com o programa "Reactivar", o Governo pretende criar estágios profissionais de forma a dar uma segunda oportunidade aos desempregados de longa duração, permitindo-lhes o reingresso no mercado de trabalho. No entanto, há alguns critérios a preencher para poder fazer parte deste programa: os indivíduos têm que estar inscritos no Centro de Emprego há mais de um ano e ficam impossibilitados de participar caso já tenham usufruído de uma medida deste género no passado. O investimento no programa "Reactivar" vai rondar os 43 milhões de euros e pretende atingir 12 mil portugueses.

As declarações de Pedro Mota Soares foram proferidas a propósito de uma conferência sobre desemprego jovem. O combate ao desemprego de longa duração é um objetivo para este ano tendo sido, inclusive, mencionado pelo Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2015.

O desemprego de longa duração continua a ser uma realidade para muitos portugueses. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no 1º trimestre de 2014, 64% do total de indivíduos desempregados era de longa duração, o que significa que estavam desempregados há 1 ano ou mais.