Em pleno século XXI vemos um regresso à alimentação dos nossos antepassados, conhecido como "A Dieta do Paleolítico". Os praticantes deste tipo de alimentação defendem que o genoma humano mudou pouco nos últimos 40000 anos e os nossos corpos ainda não se adaptaram, de uma forma saudável, às modificações da dieta introduzida pela agricultura, que foi criada há cerca de 10000 anos atrás.

Os defensores desta dieta apresentam dados fornecidos pelos registos fósseis da época, que mostram uma diminuição da altura média dos humanos, um aumento das doenças e da obesidade, a partir do momento em que a agricultura foi criada. As mulheres passaram a amadurecer mais depressa, o que também as levou a terem filhos mais cedo que as suas antecessoras (o aumento da população fez ainda com que a agricultura fosse cada vez mais explorada, de forma a obter uma maior quantidade de bens alimentares).

A Dieta do Paleolítico proíbe alimentos trazidos pela agricultura, como batatas, leguminosas e grãos (como milho, arroz ou trigo) e alimentos processados. As próprias plantas, que já existiam, foram modificadas de forma a produzir mais quantidade e alimentos mais doces - com maior teor de açúcar.

Os alimentos completamente proibidos são os açúcares, (bem como a frutose ou qualquer açúcar processado), os grãos (cereais), as carnes também processadas (com conservantes ou aditivos como milho, amido e açúcares), o leite e quaisquer derivados do mesmo, o café, o pão, os óleos vegetais, a maionese e o ketchup comerciais (podem ser feitas receitas caseiras), o chocolate, os refrigerantes e as bebidas alcoólicas. O único "açúcar" permitido será o mel. Os praticantes podem também ingerir manteiga "ghee", que é feita só de gordura (são retiradas as proteínas de leite).

Na lista dos "mais consumidos" da dieta estão vegetais como brócolos, couve-flor, couve, ruibarbo, alho e alho francês, aipo, alface, espinafres, cogumelos, cebola, agrião e grelos. Pode-se ainda comer, sem limites: ovos, peixe (de preferência gordo e de captura selvagem) e carne (de animais de caça e com pouca gordura saturada). Resumindo, esta será uma dieta com 40% de hidratos de carbono, provenientes dos vegetais; 30% de proteína, proveniente da carne, peixe e ovos; e 30% de gordura, de preferência não saturada.