Cerca de metade da população portuguesa usa a Internet todos os dias, de acordo com um estudo divulgado pelo Eurobarómetro esta semana. A divulgação enquadrou-se nas Comemorações do Dia da Internet Mais Segura, numa altura em que foram desenvolvidas ações para a comunidade escolar pela GNR e Microsoft. O calendário assinalou o fim das ações durante a sexta-feira, dia 13 de Fevereiro. Os dados, obtidos entre 12 e 20 de Outubro de 2014, numa amostragem de 27.868 pessoas por toda a União Europeia (UE) ao qual 1.002 pessoas responderam em Portugal, revelam uma utilização da rede mundial pelos portugueses abaixo da média europeia. 

55% da população utiliza a internet em casa, sendo já mais de metade.

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Ainda assim, é o segundo país da União com menor utilização neste ponto, só superada pela Roménia. Também na utilização da internet no trabalho (25%) e fora de casa, em universidades, cyber-cafés ou na escola (25%) revela números mais elevados que há alguns anos, mantendo-se contudo entre os países europeus que menos utilizam. Sobre os riscos, a estatística indicou que 55% considera-se mal informado e 47% rigorosamente o oposto. A possibilidade de danos aos utilizadores é enormes; por esse motivo, as acções da GNR tinham por objetivo a sensibilização das comunidades educativas (encarregados de educação, pais e alunos). "É fundamental que os pais conheçam as regras básicas de segurança" em termos de privacidade e na proteção de dados pessoais, reforçou o Major Marco António Ferreira da Cruz, chefe da Divisão de Comunicação e Relações Públicas da Guarda Nacional Republicana.

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O uso consciente do mundo online é um ponto de partida para uma utilização responsável em termos tecnológicos, tanto para miúdos e graúdos, no mundo.

A campanha de sensibilização foi direcionada para um universo de “60.000 alunos do ensino básico e secundário”, incluindo pais e encarregados de educação, em solo nacional. Recorde-se que também a Escola Básica e Secundária Quinta das Flores/Conservatório de Música de Coimbra e a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa já receberam uma iniciativa portuguesa, mas da SeguraNet.