Nos últimos anos tem crescido significativamente o número de lojas de perfumes "low cost" em Portugal. O negócio consiste em vender aromas similares aos das marcas de renome do sector. Várias empresas de perfume mostram-se preocupadas, pois acreditam tratar-se de concorrência desleal. Parte destas lojas são franchisadas de empresas lusas, mas também existem muitas oriundas do estrangeiro, como por exemplo de Espanha. Aliás, tanto no país vizinho, como em terras francesas, já se tentou fechar este tipo de lojas, que se defendem dizendo que apenas vendem perfumes da mesma família. Contudo, os queixosos alegam que são precisamente os perfumes semelhantes aos das maiores marcas que vendem mais.

No caso português, a Associação dos Industriais de Cosmética garante estar a acompanhar de perto a expansão deste sector com uma certa "preocupação". Muitos dos associados têm discutido este problema, sendo que uma acção judicial é uma das hipóteses que está em cima da mesa, uma vez que consideram ser "concorrência desleal". Todavia, até ao momento ainda não é possível avançar com valores exactos no que toca a prejuízos.

Uma das empresas que se tem expandido no país é a Equivalenza. Em Portugal esta empresa espanhola já soma mais de 90 lojas, sendo que em apenas 4 anos lançou 380 lojas sob o conceito de "marca branca", "baixos preços" e "perfumes de qualidade". Na óptica da Equivalenza é tão desleal como a Pepsi é para a Coca-Cola.

Por seu turno, o Infarmed refere que desconhece a existência de situações irregulares no que toca a estes produtos. Aproveitando para lembrar que nenhum produto pode ser lançado no mercado sem antes obedecer a certos parâmetros designados pela lei, nomeadamente no que se refere à segurança e à qualidade. Para tal, é imprescindível a comprovação de um profissional qualificado de que o produto reúne as condições necessárias, sendo posteriormente comunicado às autoridades competentes. Processo feito através de documentação, presencialmente, ou no laboratório.