Os selfie sticks passaram das mãos dos turistas para as bocas do mundo. A moda, vinda do oriente, foi muito bem recebida pelos viajantes, mas parece que os museus não gostaram da ideia. Depois deste utensílio ter sido proibido em espaços dos Estados Unidos da América (EUA), foi a vez de alguns museus na Europa começarem a fazê-lo também. Esta semana foi a vez do Palácio de Versailles, em França, e da National Gallery, em Londres, proibirem a extensão para o smartphone ou para a máquina fotográfica. Os críticos afirmam que tal "aparelho" é "desagradável e potencialmente perigoso". 

No Palácio de Versailles, os selfie sticks estão proibidos desde quarta-feira, 11 de março. Mas apenas no interior. Os visitantes vão poder continuar a tirar as suas selfies, com esta extensão, nos jardins e parques do palácio. Este foi o primeiro espaço cultural francês a proibi-los mas, segundo a Agence France-Presse (AFP), o Museu do Louvre e o Centro Pompidou já estão a ponderar seguir o mesmo caminho. No mesmo dia, e continuando na Europa, foi a vez da The Nacional Gallery, em Londres, proibir os selfie sticks. Um porta-voz do museu revelou à AFP que "devido à recente popularização dos selfie sticks, a The Nacional Gallery preferiu tomar medidas de precaução". A administração justificou esta medida ao dizer que a extensão é, praticamente, um tripé, o que vai contra uma das suas regras: "flashes e tripés não são permitidos". Ao que a AFP conseguiu apurar, as medidas não vão ficar apenas por este espaço. O British Museum deverá ser o próximo museu a adotar esta regra. Estas não foram as primeiras administrações a proibir o selfie stick na Europa. Há poucas semanas, foi o Coliseu de Roma a proibi-los. Na altura, a administração afirmou que "o rodopiar de centenas de sticks tornou-se involuntariamente perigoso".

Nos últimos meses, um sem número de museus adotou esta nova medida, que começou a ganhar força nos EUA. O Smithsonian e a National Gallery, em Washington, capital dos EUA, o Museum of Modern Art, em Nova Iorque, o Getty Center, em Los Angeles, ou o Museum of Contemporary Art, em Chicago, fazem parte desta lista que tende a aumentar nos próximos tempos.