Sindicatos, adstritos à CGTP - intersindical, estão preocupados com as consequências provenientes do incêndio que destruiu por completo a Salvador Caetano e Dura, no Carregado, no concelho de Alenquer, distrito de Lisboa. Os esclarecimentos foram pedidos pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Farmacêuticas, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minhas (Fiequimetal), em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE Sul) e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA) aos elementos da direcção da fábrica da Dura Automotive Portuguesa.

Ao que constou sobre essa mesma reunião, que tinha por objetivo o apuramento de eventuais prejuízos para os trabalhadores, em resultado do sucedido, foi dado a conhecer que a área atingida se destinava à laboração dos componentes para a Autoeuropa. Os sindicatos lamentaram, mas de acordo com os mesmos, a clarificação sobre o real impacto do acontecimento será necessária para serem salvaguardados os direitos dos trabalhadores.

A Dura Automotive anunciou um prejuízo na ordem dos sete milhões de euros. A empresa automobilística portuguesa Volkswagen Autoeuropa, localizada no parque de Palmela, e fundada nos anos 90, tinha o seu modelo de produção assente na recepção de peças através de empresas fornecedoras como era o caso da Automotive.

O incêndio, no Carregado, que teve início pelas 19h20, destruiu a fábrica de peças, na terça-feira passada, no entanto as entidades competentes asseguraram a salvaguarda dos postos de trabalho dos seus funcionários. A medida passa por "dar férias e horas por gozar a alguns trabalhadores". Também o Presidente da Câmara de Alenquer, Pedro Folgado, veio a público dizer que teria a indicação que "nenhum dos trabalhadores seria dispensado" e colocados a laborar em outras áreas da empresa.

Os dados, na altura do incêndio industrial, indicavam 115 bombeiros de corporações dos arredores de Alenquer, auxiliados por 51 veículos, no combate às chamas. Registaram-se sete feridos dos quais cinco funcionários e dois bombeiros por inalação de fumo. #Automobilismo