A medida 'Reativar' foi publicada em Diário da República no dia 20 de Março e tem como objetivo promover a reintegração profissional de desempregados de longa duração e de muito longa duração, com mais de 30 anos. São vários os critérios para a inscrição nesta nova iniciativa de combate ao #Desemprego, nomeadamente:

1 - O candidato deve ter mais de 30 anos. Caso ainda não tenha atingido este patamar, então não pode candidatar-se a esta iniciativa, existindo outros programas disponíveis, como é o caso do programa 'Garantia Jovem'.

2 - Em segundo lugar, é necessário estar inscrito no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) há mais de ano. Assim, é necessário ser desempregado de longa duração e estar inscrito num centro de emprego.

3 - Os interessados não podem ter frequentado qualquer estágio financiado pelo Estado nos últimos três anos.

4 - No que diz respeito às habilitações exigidas, o nono ano de escolaridade é o nível exigido. No entanto, existem algumas exceções previstas.

5 - Para formalizar a candidatura, os interessados devem inscrever-se no Portal IEFP NETemprego.

De salientar que estes são os critérios exigidos aos desempregos interessados no programa 'Reativar'. As regras referidas não seguem uma ordem exata, mas sim aleatória. Já no que diz respeito às empresas elegíveis para receber estagiários dessa iniciativa, as normas são:

1 - Tanto empresas privadas como entidades sem fins lucrativos podem receber estagiários no âmbito deste programa.

2 - As empresas não podem ter salários em atraso e a sua situação fiscal e contributiva deve estar regularizada.

3 - Embora as entidades possam indicar um estagiário que pretendam, não podem referir um candidato com quem já tenham tido uma relação de trabalho, de estágio (exceto estágios curriculares ou obrigatórios para aceder à profissão em causa) ou de prestação de serviços no último ano.

4 - Por fim, se uma empresa tiver recebido estagiários no âmbito de programas financiados nos últimos três anos, deverá ter contratado um estagiário em cada quatro, pelo menos.

De acordo com as previsões do Governo, a medida publicada em Diário da República deverá abranger cerca de 12 mil pessoas e terá um custo de 43 milhões de euros. A duração do estágio será de seis meses e as bolsas atribuídas pelo IEFP podem variar entre 419,22 e 691,7 euros. A qualificação do estagiário será o critério utilizado para atribuição da respetiva bolsa. Adicionalmente, cada estagiário tem ainda direito a subsídio de alimentação (4,27 euros/dia) e seguro de acidentes de trabalho.

A 19 de Janeiro, à margem de uma conferência sobre desemprego juvenil, o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, referia-se a esta iniciativa à agência Lusa como "uma segunda oportunidade".