As temperaturas já começam a convidar e a anunciar a chegada das duas estações mais quentes: Primavera e Verão. Com elas chega também um novo horário, o chamado de Verão, em que os relógios adiantam 60 minutos à 1h da madrugada. Isto significa que, na madrugada de dia 29 de Março (último domingo do mês), quando o ponteiro do relógio apontar para a 1h, todos devemos adianta-lo 60 minutos, até às 2h.

Mas por que será que há necessidade de mudar a hora?

A expressão Daily Saving Time é a origem da mudança de hora. Benjamin Franklin achou que adaptar a hora ao calor (onde a luz dura mais horas) e ao frio (altura em que há pouca luz natural) seria essencial para poupar velas. É que, em 1784, a luz artificial ainda estava longe... Inicialmente, o norte-americano convenceu o então jovem Winston Churchill mas, por exemplo, em Espanha, a ideia foi motivo de risadas.

Caiu no esquecimento o artigo de Franklin sobre o "Economical Project for Diminishing the Cost of Light". O jornal de Paris publicou mas o projecto só saiu do papel em 1907, quando um londrino - William Willett - tentou convencer os governantes de era imperativo poupar energia. Foi aqui que Churchill entrou na jogada, mas sem sucesso. Até que, rebenta a I Grande Guerra e a sugestão de Willet fez sentido para a Alemanha e para o Império Austro-Húngaro.

Em luta por dominar o mundo mas de acordo quanto ao relógio

Estados Unidos e Rússia aderiram ao novo horário em 1917. Em lados opostos no 1º grande conflito que desuniu o mundo mas unidos quanto à mudança da hora. Em Espanha é que a situação foi mais complicada. As risadas iniciais deram lugar à racionalidade: muitas fábricas estavam a fechar, a matéria-prima era cada vez mais escassa e o trigo para fazer o pão era cada vez menos. Poupar passa a ser a palavra de ordem. Em Barcelona, há relatos de pessoas que gozavam com a mudança de horário: qual hora, a antiga ou a oficial?

Com o fim do conflito muitos países deixaram cair a mudança de hora mas a II Guerra Mundial fez voltar os relógios a mudar. Seguiram-se anos de conflito que, ao terminar, fez novamente os relógios manter o mesmo horário o ano inteiro. Esta mudança ao sabor do conflito terminou em 1973, impulsionada pela crise de petróleo, quando a Europa a tornou em directiva a seguir, no ano de 1981.