O colóquio "Na fronteira entre o Mito e a #História - Representações do Espaço e do Poder na Antiguidade" decorreu na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), nos dias 23 e 24 de Abril. O evento reuniu investigadores nacionais e internacionais, que apresentaram as suas perspetivas sobre a antiguidade: o passado permite entender as dinâmicas do presente e ajuda a compreender os conflitos atuais.

Francisco Caramelo, professor coordenador do grupo de investigação sobre a antiguidade e a sua receção, do Centro de História d'Aquém e d'Além-Mar, da FCSH-UNL, destacou o valor dos trabalhos científicos de 30 investigadores e professores, que estudam em profundidade a antiguidade, discutindo a sua receção na Idade Moderna e na Idade Contemporânea. Presentes no evento estiveram também autores consagrados, como por exemplo Jean-Claude e Béatrice Margueron e o professor Juan Luis Montero, especialista em história antiga e arqueologia da Universidade da Corunha, Galiza, que participou em escavações arqueológicas na Síria.

Juan Montero, questionado sobre o Estado Islâmico, concretizou "que só pessoas ignorantes, que desconhecem a história podem pensar que apagam as memórias, destruindo e espoliando o património. As tecnologias reconstroem virtualmente e servem para difundir o poder do conhecimento de uma forma universal. Para além disso, devemos defender a história explicando-a, esclarecendo os assuntos mais controversos, mesmo que para isso se destruam os mitos", afirmou.

Francisco Caramelo refletiu também sobre a agudização dos conflitos entre o ocidente e o oriente e a sua contextualização. O conhecimento e a investigação histórica são cruciais para explicar processos políticos e formar o público e os média. "Não podem ser só os políticos e os militares a comentarem assuntos pela superfície, que se compreenderão melhor através da investigação histórica e cuja densidade e aprofundamento se entendem no tempo", especificou aquele professor. #Terrorismo #Política Internacional