Anunciados na passada sexta-feira, 17 de Abril, os combustíveis simples chegaram ao mercado. Nos postos de abastecimento é agora possível encontrar gasolina e gasóleo simples, ou seja um combustível isento de qualquer aditivo. Segundo a DECO, "não há nada a temer em relação à qualidade dos #Combustíveis simples". Mas se, numa primeira instância, o objectivo era tornar o produto final mais económico, na prática, e por comparação, os preços dos combustíveis ficam aquém dos preços praticados pelos hipermercados.

Ao dia de hoje, a DECO chega à conclusão que, quando comparados os preços dos combustíveis normais e os recém chegados, intitulados de simples, apenas se verifica uma modesta poupança de 3 cêntimos por litro. Fazendo as contas, ao ano a poupança total poderá rondar os 10 euros. Estes números têm por base um estudo a 900 preços de 112 postos de abastecimento, realizado pela entidade supra referida.

A Associação de Defesa do Consumidor adianta ainda que após alguns dias desta medida ter entrado no quotidiano dos portugueses, estes ainda manifestam alguma dificuldade nos postos de abastecimento em "identificar o combustível simples na altura do abastecimento".

A par desta situação, a Apetro (Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas) já contestou esta nova lei afirmando que é uma medida que pode prejudicar os consumidores. Defende que, "enquanto representante de uma indústria que, em mais de 100 anos de existência, se orgulha de ter contribuído para os muitos passos em frente ocorridos na sociedade portuguesa, lamenta profundamente o retrocesso agora imposto", lê-se no comunicado enviado hoje. Reforçando a sua posição, esta entidade defende que ninguém beneficiará com esta medida, os consumidores passam a ter uma oferta reduzida e com menos valor agregado e o ambiente poderá sair prejudicado devido à insuficiência energética apontada a estes combustíveis, o que pode ser traduzido numa maior emissão de gases para a atmosfera e consequente prejuízo na qualidade do ar.