O jovem agredido por colegas na Figueira da Foz já apresentou queixa na PSP. O episódio já se terá passado em meados do ano passado, mas só agora surgiu o vídeo. Carlos Santos, director da escola onde o jovem tinha aulas, assegurou todo o apoio que o agredido precisar. A instituição de ensino também denunciou o caso à PSP. Aquele órgão policial confirmou, entretanto, em comunicado que já estão em curso investigações por parte da PSP - Divisão Policial da Figueira da Foz, articulada com o Ministério Público.

Alguns dos agressores já foram identificados, e o jovem agredido - com 17 anos actualmente - já formalizou a queixa pessoalmente na polícia. Agora, o desfecho do caso aguarda investigações da PSP, que também reforçou a vigilância ao redor de diversas escolas da Figueira da Foz. Além da PSP, também a Protecção de Crianças e Jovens já iniciou uma investigação.

Indignação nas redes sociais

O vídeo em que, durante cerca de 13 minutos, um grupo de raparigas agride um rapaz foi publicado há menos de um dia, mas já tem mais de um milhão de visualizações. Também já foi criada uma página de apoio ao jovem. Nas redes sociais, há não só reacções de repúdio, como também solicitando a intervenção das autoridades.

A agressão física e psicológica ao rapaz já terá acontecido há quase um ano. Não aconteceu numa escola mas sim perto do Bairro Novo, ou seja, na via pública. Além das cinco raparigas agressoras e do agredido, há pelo menos mais um rapaz (agressor) envolvido. O jovem é agredido com estalos e murros ao longo de 13 minutos, cujas agressões só param quando alguém passa na rua. #Violência

Bullying é um flagelo

Actualmente, o bullying regista diversos casos pelo mundo inteiro, e Portugal não é excepção. Há ainda uma falta de consciência para o perigo e problema que estes actos implicam. No nosso país, perto de 37 por cento dos adolescentes admite já ter cometido este crime. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima - APAV - tem um site especial para apoiar os adolescentes vítimas de bullying.