Portugal ficou em choque com o vídeo que mostra um jovem a ser agredido durante 13 minutos por um grupo de adolescentes, na Figueira da Foz, e há mais motivos para preocupação, uma vez que os actos de violência grave continuam imparáveis. O #Crime mais recente é marcado pela agressão a uma criança de 12 anos, no autocarro do colégio, efectuada por diversos colegas, sobretudo com recurso a socos e pontapés. Esta situação originou o desmaio da vítima quando saiu da viatura e a consequente ida para o Hospital de Santo André, em Leiria, transportado pelo INEM. A PSP já interveio e o acontecimento irá ser analisado no Tribunal de Família e Menores e na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. Apesar de tudo, o jovem está, fisicamente, em condições para frequentar as aulas.

Também na Figueira da Foz a vítima demonstra que está a lutar para superar o trauma, tendo recusado assistência psicológica e, publicamente, já anunciou que procura ajudar outros jovens que tenham passado por situações semelhantes. Como se viu, o jovem figueirense praticamente não esboçou qualquer reacção, o que, tal como explicou, se deveu por medo de as represálias se tornarem ainda mais graves e de se sentir incapaz de superar um grupo de agressores. Por outro lado, confessou que ainda não viu o vídeo que mostra as agressões. A gravação já ultrapassou um milhão de visualizações.

Homicídio violento

A semana no país ficou também marcada pelo homicídio de Filipe Costa, de 14 anos, em Salvaterra de Magos. Deste homicídio foi detido Daniel Neves, de 17 anos, depois de se ter confessado como responsável pelo crime violento, concretizado com uma barra de ferro. Daniel Neves garantiu que foi o único autor, mas, neste caso, pode haver mais suspeitos.

Agitação nas redes sociais

Portugal tem estado agitado na sequência destes acontecimentos, surgindo a revolta em muitos comentários, não só de pais, professores e familiares ligados a estes casos, mas, também, de cidadãos sem qualquer relação directa. Nas redes sociais, além da surpresa e incompreensão pela sucessão destes acontecimentos, as ameaças de justiça popular têm sido constantes, o que tem, pelo menos, assustado alguns jovens no "caso" da Figueira da Foz, ocorrido há um ano.