A revista Physics and Chemistry of the Earth realizou um estudo, tornado agora público, em que revela que os #Animais pressentem um terramoto muito antes de ele decorrer. Para chegar a esta conclusão, observou-se, no Perú, o comportamento animal nas semanas anteriores ao terramoto Contamana, em 2011. Durante este tempo, verificou-se que existiu uma alteração comportamental dos animais. Esta pesquisa que contou, entre outros, com o professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, Jean Pierre Raulin, foi usada para vigiar especialmente o comportamento de aves e de mamíferos de reduzidas dimensões do Parque Nacional Yanachaga, no Peru.

Para tal, foram introduzidas no Parque câmaras automática e todos os passos foram gravados através de um flash de luz infravermelha. É importante realçar que este tipo de luz não é possível ser captada pelo olhar humano de forma natural e que foi utilizada para não provocar qualquer tipo de lesão nos animais.

Os resultados concluem que os animais foram "caçados" pela câmara entre cinco a quinze vezes. No intervalo de 23 dias antes do terramoto, apareceram diariamente, na melhor das hipóteses, 5 vezes. Já nos últimos 7 dias que precederam o terramoto, em cinco não foi visto nenhum animal.

Também se teve em conta neste estudo, e no mesmo espaço temporal, os estranhos íons em grandes altitudes. Este acontecimento anormal foi captado por redes de baixa frequência. Foi detetado que os primeiros sinais do terramoto trouxeram imediatamente grandes mudanças na ionosfera, precisamente na altura em que se começaram a notar alterações no comportamento dos animais.

Como explicar a origem do excesso de íons e do comportamento dos animais?

Segundo os investigadores, são ambos síndrome de serotonina. O aumento de íons positivos no ar trouxe instabilidade aos animais e à ionosfera. O cruzamento ou choque das placas tectónicas, quando provocam um elevado grau de íons, tem como consequência provocar nos animais nervosismo, ou desorientação, através do aumento de serotonina, o "agente" responsável pelo equilíbrio do sono e dos batimentos cardíacos.

Ou seja, esta razão explica em termos científicos a capacidade de os animais detetarem os sismos. Este mesmo estudo constatou ainda que os animais, tentando ultrapassar a síndrome da serotonina, moveram-se para as regiões mais baixas, onde os íons são mais reduzidos. Estas reações podem assim ajudar no futuro o ser humano a precaver-se contra estas catástrofes. #Catástrofes Naturais