Um padre de Guimarães fugiu para o Alentejo com uma mulher 18 anos mais nova. A mulher cantava no coro da igreja. O padre de Ponte, vila do concelho de Guimarães, António Lopes, de 68 anos, abdicou do sacerdócio já em fevereiro deste ano, mas, segundo o JN online, só agora se confirmaram as suspeitas do motivo do abandono: o amor. No momento em que reuniu com o arcebispo primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, o pároco terá explicado que pretendia deixar a vida sacerdotal porque se apaixonou por uma mulher, de 50 anos, que havia conhecido quando era padre em Azurém, freguesia de Guimarães, há 28 anos atrás.

O JN revela que a mulher é casada e tem uma filha, que não vive com a mãe, e que o casal está a viver no Alentejo. No entanto, regressam frequentemente a Guimarães por questões de saúde, motivo pelo qual muitos habitantes os têm visto nos últimos tempos, acompanhado da companheira que se mudou para a Ponte após o divórcio, em 2000. Ali foi contratada pelo então padre, António Lopes, para trabalhar no centro pastoral da igreja. A mulher também integrava o coro da igreja.

Quando o padre anunciou que se ia embora, os paroquianos ficaram surpreendidos, sobretudo porque achavam que na terceira idade já não era possível deixar o sacerdócio em prol do amor. Na vila de Ponte, o padre, cujo processo de dispensa se encontra em curso, está a ser substituído por dois párocos, Manuel António Faria (Corvite, Santa Eufémia e Santo Tirso) e Agostinho (Caldelas), mas a população mostrou-se revoltada pelo padre nem ter celebrado uma missa de despedida. Na altura que pediu o afastamento da igreja, António Lopes justificou-se com razões pessoais. O padre era responsável pela paróquia de S. João da Ponte desde os anos 1980.

O amor fez assim o padre António Lopes ter de optar entre a profissão que desempenhava há décadas e uma vida em comum com uma mulher. Na #Religião católica, o celibato é, desde o século XVI, obrigatório. Até então os padres podiam casar. No entanto, muitos defendem que esse facto pode ter os dias contados. Ainda em 2014 um grupo de ex-padres casados enviaram um texto ao Papa Francisco a lembrar a importância de se acabar com o celibato obrigatório. O teólogo Anselmo Borges reforçou na altura que o Papa Francisco irá alterar esse princípio.