A medida é inovadora e aponta claramente ao futuro da mobilidade sustentável. O Governo prepara-se para substituir os veículos convencionais usados pela administração pública por veículos eléctricos. O programa foi hoje anunciado em Torres Vedras pelo secretário de Estado da Energia. A ideia é poupar nas facturas de combustível.

De acordo com Artur Trindade, uma viatura eléctrica permite gastar menos "um ou dois euros por cem quilómetros", o que resulta numa considerável poupança nas facturas de combustível. A medida beneficia ainda o consumo de energia e o #Ambiente em Portugal e deverá começar a ser implementada dentro de um mês, mas progressivamente. A zona Oeste receberá 12 veículos eléctricos, um por cada município, que irão testar o seu uso.

Veículos eléctricos estão a chegar

Nos últimos anos, os automóveis eléctricos têm conquistado cada vez mais espaço no mercado - o que se pode verificar não só pelos diversos modelos, como também pelo esforço de vários países e instituições em sensibilizar para esta alternativa de transportes. Em Portugal, além da instalação de uma rede de postos de carregamento e dos esforços dos últimos Executivos (através de incentivos fiscais, por exemplo), há também a Associação Portuguesa do Veículo Eléctrico.

Entre automóveis híbridos, totalmente eléctricos ou de zero emissões poluentes, a oferta no mercado também está a crescer - até a Apple quer nele entrar -, e a BMW já tem um carro totalmente eléctrico. Recorrem a motores eléctricos, que transformam a energia eléctrica em energia mecânica. Renault e Nissan são, contudo, as marcas com veículos eléctricos mais conhecidos (Zoe e Leaf, respectivamente).

Melhor para o ambiente e para a carteira (a longo prazo)

A mobilidade eléctrica permite reduzir a poluição ambiental e sonora, bem como o uso de combustíveis fósseis, cuja existência é limitada às reservas que o planeta disponibiliza. Embora possam representar uma poupança monetária a longo prazo, os automóveis eléctricos são inicialmente mais caros do que os convencionais. A autonomia também não é o seu forte, podendo percorrer apenas um número limitado de quilómetros com cada carga. O certo é que os veículos eléctricos parecem ter chegado para ficar… agora também à administração pública.