"Chamem-me Caitlyn", anuncia a capa de Julho da revista Vanity Fair, mostrando aquela que se tornou instantaneamente na transexual mais famosa do mundo. Uma entrevista a Diane Sawyer no canal ABC, uma capa de revista que "quebrou" a internet e agora uma série documental que estreia em breve no canal E!, "I Am Cait", são a forma de Jenner de recuperar a narrativa que começou a ser contada antes do tempo - quando notícias de tablóides especularam sobre o que se passava.

O canal E!, que produz o programa "Keeping up with the Kardashians" e respectivos spin-offs, não chama a "I Am Cait" um reality show. Chama-lhe "doc show", ou série documental, e já lançou o primeiro vídeo de promoção, sendo que a estreia está marcada para 26 de Julho. Terá oito episódios apenas, de uma hora cada.

"Quantas pessoas passam pela vida e desperdiçam-na, sem nunca lidar com as questões de quem são realmente?", pergunta Caitlyn, no teaser partilhado pelo E!.

A comunidade transexual tem reagido de forma muito positiva a toda a exposição mediática da transição, apesar de terem já começado a surgir controvérsias. O comediante Jon Stewart, por exemplo, incluiu um segmento no seu programa para criticar a forma como Caitlyn está a ser chamada de "boa", "sexy", "com boas mamas", que no seu entender é uma reacção infeliz, misógina e que demonstra o quão a sociedade valoriza as mulheres (incluindo transexuais) sobretudo pela aparência.

Caitlyn faz eco disso no teaser do E!. "Uma pessoa passa por isto tudo e começa a perceber a pressão sob a qual as mulheres estão o tempo todo acerca da sua aparência", diz, enquanto as imagens a mostram a maquilhar-se sozinha. Termina com uma afirmação que é também um desejo: "Eu sou o novo normal." #LGBT