Já era o último na lista negra dos nascimentos do continente europeu, agora surge, a nível mundial, atrás do Japão. Trata-se da Alemanha. Nos últimos cinco anos este país tem vindo a registar uma média de 8,2 nascimentos por cada mil habitantes. Números que podem pôr em causa a estabilidade da economia alemã nos próximos anos. Quem o diz é um estudo do Instituto de Economia Internacional de Hamburgo e da consultoria BDO divulgado no mês de Maio.

O estudo revela ainda que os alemães estão neste momento atrás dos japoneses, que se debatem com uma média de 8,4 nascimentos para cada mil habitantes. Já no velho continente europeu, ligeiramente melhor que a Alemanha encontra-se Portugal (9 nascimentos para cada mil habitantes) e a Itália (9,3). No que toca aos países economicamente mais poderosos, como a França e o Reino Unido, o cenário é outro. Em ambos os números de nascimentos nos últimos cinco anos foi de 12,7 bebés para cada mil habitantes. No que toca ao país com maior número de nascimentos, a Nigéria, existem 50 recém-nascidos para cada mil habitantes, sendo o continente africano o líder mundial.

O estudo do Instituto de Economia Internacional de Hamburgo e da consultoria BDO não esconde que a actual taxa de natalidade alemã é preocupante para a economia. Caso este cenário persista calcula-se que até 2030 os alemães com idade activa no mercado de trabalho irão diminuir na ordem de 61% para 54%, adianta Henning Vöpel, diretor do HWWI, mesmo continuando a ter o contributo do fluxo de jovens trabalhadores emigrantes.

Entre as principais consequências destaca-se o aumento dos custos salariais, a falta de mão-de-obra qualificada e a perda de liderança na economia mundial a longo prazo. A imigração de mão-de-obra segundo este estudo não é solução para o problema, sendo necessário existir mais mão-de-obra feminina na Alemanha para manter os actuais níveis económicos.

Taxa de natalidade estabiliza em Portugal

As previsões dos mais pessimistas não venceram. Em 2014 nasceram mais 724 crianças do que em 2013. O que contraria a tendência observada nos últimos três anos, com sucessivas descidas no número de nascimentos. Ainda assim, Portugal figura na lista dos países europeus mais críticos no que se refere à taxa de natalidade. #Curiosidades