É de conhecimento geral que os estágios não remunerados, sobretudo os extracurriculares, são vistos como mão-de-obra gratuita que traz vantagens às empresas. Contudo, e especialmente para os estudantes, as experiências da realização de estágios são benéficas e positivas.

Janaína Leite tem 29 anos e licenciou-se em Comunicação Social. Apesar da sua nacionalidade brasileira, Janaína decidiu estudar em Portugal para procurar novas oportunidades. Quando chegou a altura de se candidatar a estágio curricular, a aluna pretendia regressar à sua Pátria e enviou currículo para três grandes empresas do Brasil: EPTV (Globo), Alterosa (SBT) e Record. Janaína confessa que tinha intenções de trabalhar para a Globo e conta "foi quando eu informei que não era preciso pagar pelo meu trabalho durante os três meses de estágio, que senti que a colaboradora não estava a acreditar, pois eu estava a oferecer um serviço não remunerado". Contudo, quando é questionada se se sentiu de alguma maneira prejudicada em relação à lei portuguesa, Janaína explica que quando decidiu estudar em Portugal já sabia das condições da atual Lei de Estágios e exclama "pelo contrário! Foi num estágio não remunerado que tive a possibilidade de conhecer grandes profissionais na minha área e pode aplicar a teoria aprendida em sala de aula." Confessa ainda que "Eu tive o privilégio de terminar o estágio e receber a satisfatória informação que posso regressar ao meu país e ter um emprego na entidade que trabalhei. Ou seja, fiz uma boa aterragem do meu voo."

Apesar dos estágios não remunerados não oferecerem condições reais de trabalho, os alunos que os realizam ficam satisfeitos, uma vez que colocam os seus conhecimentos em prática e têm ainda a vantagem de poder expandir a sua rede de contactos bem como, apesar não ser comum, conseguir um contrato de trabalho. #Educação #Jovens