Um homem de 34 anos de origem portuguesa foi condenado na passada segunda-feira, dia 3, pelo Tribunal Correcional de Versalhes a dois anos de prisão, dos quais seis meses serão de pena suspensa. Este julgamento vem na sequência de queixas apresentadas por duas funcionárias de uma associação social com fins educativos, e ainda de um funcionário público do condado de Versailles, que exercia as funções de agente da Assistência Social, segundo relata o jornal francês Le Parisien.

Tudo terá acontecido no passado dia 3 de julho, durante um encontro entre o português e a filha de 18 meses, que está entregue aos cuidados de uma associação social desde o nascimento. Durante o encontro, presenciado pela polícia e pelos agentes de assistência social, o português mostrou-se muito agitado, e começou a insultar as educadoras, ameaçando-as de decapitação através do uso de uma espada, o que levou a que uma das educadoras fugisse com a filha do homem nos braços.

Enquanto a polícia tentava controlar a fúria do português, este chamou um dos agentes de "Porco Cristão" e ameaçou-o, dizendo-lhe para ter medo dos muçulmanos. Este homem de ascendência portuguesa, convertido à religião muçulmana há alguns anos, e residente na zona de Rambouillet, onde vive com mãe, de baixa estatura, moreno, e com episódios de doença mental, defendeu-se no tribunal daquela região, admitindo que terá dito tudo o que foi testemunhado, mas que não o fez com verdadeira intenção. "Não! Eu não quero mesmo decapitar ninguém. Pode perguntar ao meu padeiro." terá dito o homem em frente ao juiz.

O homem já seria seguido por um psiquiatra que foi testemunhar a favor, dizendo que o português sofreu um surto quando viu a filha nas mãos das educadoras, e que se sentiu tão impotente que nem pensou no que estaria a dizer. No entanto, o especialista designado pelo tribunal concluiu que o homem não sofre de problemas mentais, e que teve uma conduta perigosa de acordo com a criminologia.

O advogado do português pediu uma sentença de apoio psicossocial, alegando que o homem sempre trabalhou e pagou todas as rendas de habitação por onde passou, relegando para segundo plano as 16 condenações judiciais que o homem já sofreu desde que está em França.

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