A situação económica de Angola tem levado a que cerca de 500 emigrantes portugueses regressem todos os meses ao país, devido à falta de pagamentos. Segundo noticia o “Notícias ao Minuto”, mais de 20 mil portugueses a viver em Angola, principalmente a trabalhar na construção civil, não recebem os seus salários há vários meses e são constantemente chantageados pelas suas entidades patronais, vivendo numa situação de completa escravatura. Esta regressão na economia angolana deve-se principalmente ao preço do petróleo. O Sindicato da Construção de Portugal avisa para o agravamento destes números para os próximos meses.

Para Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção de Portugal, a situação que milhares de emigrantes portugueses vivem actualmente em Angola tem que ser reportada, de forma a que seja possível ajudá-los o mais rapidamente possível. Cerca de duas dezenas de milhares de portugueses vivem sérias dificuldades no país africano, sendo vítimas de chantagem e de falta de pagamentos por parte das suas empresas, sobretudo ligadas à construção civil.

Segundo avançou Albano Ribeiro ao “Jornal de Notícias”, as empresas estão a chantagear os trabalhadores que, completamente desesperados, ameaçam fazer greves ou então rescindir os seus contratos por salários em atraso. Para este responsável sindical, o cenário terá tendência em piorar, sendo que mais de meio milhar de emigrantes portugueses voltam todos os meses a Portugal, por falta de condições e pelos seus direitos como trabalhadores não serem respeitados, sendo muitas vezes escravizados.

Este fenómeno social vindo de Angola, mas também do Brasil, devido ao valor actual do petróleo que tanto tem vindo a afectar as suas economias, pode ser fatal para a recuperação sustentada de Portugal, que não tem capacidades para voltar a receber milhares de portugueses que emigraram e ainda estão em idade de trabalhar. Tal acontecimento significaria um grande abalo para a Segurança Social portuguesa, já de si muito fragilizada e vítima de múltiplos cortes nestes últimos anos. “Os emigrantes têm a certeza de que a situação económica em Angola vai recuperar e que nessa altura vão voltar ao país, visto que neste pagam cerca de três vezes mais do que em Portugal”, avança o Sindicato da Construção de Portugal. #Desemprego #Emigração