Dois prisioneiros escaparam da área da prisão do Hospital Cantonal de Genebra, no passado sábado, dia 1 de agosto, ao início da noite, depois de agredirem um guarda com violência. Um dos detidos é de nacionalidade portuguesa, e está condenado a 7 anos de prisão, a serem cumpridos na Suíça. O Ministério Público declarou no domingo que os dois foram capturados com brevidade, mas que um dos guardas foi brutalmente agredido.

Segundo o mesmo MP, tudo terá acontecido por volta das 22h de sábado, quando os dois prisioneiros utilizaram disfarces de médico, tentando iludir a segurança da ala prisional inserida naquele hospital suíço. Os fugitivos foram detectados por dois guardas, que os tentaram parar, mas uma série de agressões, com recurso a ferros de cama e a tripés de soro, resultaram em contusões nos braços e uma ferida profunda na cabeça de um dos guardas. Os dois prisioneiros ameaçaram o segundo guarda para que abrisse as portas de segurança, pedido que foi acedido para evitar o homicídio do colega, segundo declarou o MP. Apesar da brutalidade dos ferimentos, o guarda ferido encontra-se fora de perigo.

A polícia cantonal de Genebra iniciou as buscas ainda no sábado à noite, com especial actividade no bairro em volta hospital, tendo encontrado um dos fugitivos, um francês que estava condenado por roubo, coerção, falsificação de documentos e violação da Lei do Tráfego. Já o emigrante português foi detido no final da manhã de domingo, na região de Champ-Dollon, sob a  autoridade do cantão de Vaud. O português, de 27 anos, estava condenado a uma sentença de sete anos, por coerção sexual, roubo e violação da Lei Federal sobre as Armas.

A Procuradoria de Genebra iniciou um processo contra os dois prisioneiros por motim e tentativa de homicídio, com a Polícia Judiciária a cargo da investigação e interrogatório dos fugitivos. O responsável pela comunicação do Instituto Cantonal de Detenções, Laurent Forestier, declarou à imprensa que o MP ordenou uma investigação interna, à margem das investigação judiciais, para esclarecer a sequência de eventos e estudar possíveis medidas punitivas.

A unidade hospitalar referente à prisão encontra-se habitualmente no subsolo do complexo hospitalar, mas obras de remodelação fizeram com que os dois detidos estivessem internados num dos andares do hospital, com o acesso ao exterior mais facilitado. #Crime #Emigração