Quero uma Raspadinha, por favor!”. Por todo o país, esta é uma das frases mais ouvidas um pouco por toda a rede de cerca de 5000 mediadores que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem por todo o país. As Raspadinhas estão em todo o lado, têm um preço acessível e têm ainda o atractivo da revelação imediata do prémio (para os que têm essa sorte). Mas, afinal, o que torna a Raspadinha um jogo tão desejável?

Para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, importa, em primeiro lugar, contextualizar. “Portugal atravessou uma crise económica e financeira muito profunda entre 2011 e 2014. Uma das consequências dessa crise foi o ajustamento em baixa das despesas das famílias. Mas com esse ajustamento, vieram mudanças importantes nos hábitos das famílias, designadamente a redescoberta do espaço público como meio gratuito de fruição e de lazer. Neste quadro, a rede física dos #Jogos Santa Casa assumiu um papel ainda mais relevante como canal de vendas, garantindo a canalização da procura de jogo a dinheiro para esta oferta legal do Estado. Ora, a Raspadinha é claramente um produto de rede física”, explicou um representante.

Além disso, a atribuição imediata dos prémios e a própria dinâmica associada ao jogo ditaram o sucesso desta aposta. Mas existem ainda muitos outros factores, nomeadamente “os baixos montantes de aposta (bilhetes disponíveis a partir de 1€ na rede e 0,50€ no canal online), a elevada probabilidade de obtenção de prémio e a constante inovação que tem apresentado ao longo dos anos, quer com o lançamento de novas tipologias quer de novos formatos físicos do jogo”, acrescentou. Todas estas características foram ainda determinantes no combate ao jogo ilegal, um fenómeno que também se deve “aos contínuos esforços de melhoria de oferta legal de jogo a dinheiro e no combate ao jogo ilegal promovidos pelo Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em conjunto com as autoridades policiais”.

Pela primeira vez, no primeiro semestre deste ano, as vendas da Raspadinha superaram o jogo Euromilhões e isso é, mais uma vez, prova do sucesso desta aposta. “A 30 de Junho do corrente ano, a Raspadinha representava cerca de 48% das vendas brutas dos jogos sociais do Estado”, colmatou.