Apesar da lei contra o abandono e maltrato animal, que este ano entrou em vigor, o número de abandonos não tem diminuído drasticamente, como se pensou, nem tão pouco decresceu a quantidade de maus tratos a #Animais.

Em entrevista a Ana Ceriz, pertencente à direção da Associação de Proteção Animal Cão Viver, na Maia, que gentilmente se ofereceu para falar para a Blasting News Portugal, constatou-se que para além da Lei contra o abandono e o maltrato animal não ter surtido o efeito desejado, “A nova lei não está a ser aplicada no sentido correto” tendo em conta que “Vemos imensas pessoas a prejudicar os animais quando não gostam das pessoas”.

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Isto depois do abrigo em que estavam inseridos os animais recolhidos pela Cão Viver ter sido denunciado.

 “Os animais são mesmo o elo mais fraco , afirma a Voluntária que lamenta o facto desta nova lei permitir que instituições como a Cão Viver se vejam desprovidas de apoios e, como se não bastasse, verem-se despejados do seu “lar”.

Após a denúncia, esta Associação Sem Fins Lucrativos teve obrigatoriamente de sair do espaço onde estavam alojados os animais por não terem as licenças exigidas, que nunca conseguiram por ser um terreno RAN e REN (Reserva Agrícola e Ecológica), não lhes tendo sido dada nenhuma alternativa para, novamente, construirem um espaço digno para acolhimento dos seus animais.

Conseguiram que fossem adotados muitos animais, e outros encaminhados para as Famílias de Acolhimento Temporário.

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Os restantes encontram-se num Hotel Canino, num espaço provisório, pago pela Associação.

Desde Março à procura de um espaço legal, até hoje não conseguiram nenhum. Aguardam uma resposta de uma Câmara Municipal, que esperam vir a ser positiva. “A nossa esperança reside propriamente aí”, depois de vários meses e tentativas frustradas de conseguir um novo local. Isto porque, segundo o que nos contou Ana Ceriz, um espaço para ser legal terá de ser longe de espaços habitacionais, com espaço que permita construções, com canalização e eletricidade (já previamente fornecidos) e, de preferência, que já tenham alguma construção feita (mesmo que em ruínas) para que se possa fazer a enfermaria (obrigatória para este género de espaços), e restantes instalações para a Associação trabalhar.

Esta Associação está a fazer uma campanha de Angariação de Fundos para a construção e legalização do seu futuro novo espaço, e tem esperança de conseguir os seus objetivos, e até ultrapassar os mesmos.

“Muita gente conhece o nosso trabalho (…) As pessoas confiam em nós”

É um novo método de apoios, denominado,  “CrowdFunding”, que consiste no financiamento de projetos por pessoas que se unem para uma mesma causa. 

A Cão Viver iniciou a sua campanha de CrowdFunding em busca de 6000€ que lhes permitissem um novo começo, a decorrer até dia 18 de Dezembro deste ano.

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O valor total terá de ser adquirido até à data, ou perderão todo o valor que até aí tenham conseguido. Embora o valor não chegue para tudo o que é necessário, já seria uma grande ajuda para tratar, pelo menos, da regulamentação da nova instalação, assim como as primeiras construções.

Para além desta iniciativa, será ainda feita a “Cãominhada” na Maia, a decorrer dia 13 de Dezembro pelas 10 horas. Ana Ceriz revela-se muito entusiamada por, neste momento, com a campanha lançada há pouco mais de uma semana, já ter conseguido 500 inscrições (valor final das anteriores “cãominhadas”), tendo a esperança que este valor aumente bastante.

“Dia 13 de dezembro vai ser um dia histórico para a causa animal”.

A Associação Cão Viver passa todos os meses por necessidades financeiras, por falta de apoios, e contando apenas com a boa vontade de pessoas que fazem donativos, não chegando para suprir as contas inerentes a tratamentos clínicos veterinários, que atingem os 1500€ mensais e os hóteis caninos onde estão inseridos os cães até conseguirem o abrigo, que lhes custa 650€ mensais.

Como a Associação de Proteção Animal Cão Viver, muitas passam por histórias idênticas, e a maioria não consegue os fundos necessários para a sua sobrevivência, acabando por fechar.