O maltrato e abandono animal em países ditos civilizados causa cada vez mais estranheza. Embora várias tenham sido as tentativas de minorar este fenómeno, diariamente #Animais sofrem de maus tratos e são abandonados, impiedosamente à sua sorte.

Em entrevista a Ana Ceriz, pertencente à Direção da Associação de Proteção Animal Cão Viver, que disponibilizou o seu tempo para colaborar com a Blasting News Portugal, percebemos o quão grave este flagelo é, não só para as associações que acolhem animais abandonados, mas também para a sociedade em geral.

“Apesar de todas as ajudas que nós damos continua a haver abandono animal”

Apesar das instituições estarem lotadas, e terem de fazer uma triagem dos animais que se encontram em eminente perigo (feridos ou em risco de eutanização), Ana Ceriz não consegue entender como as pessoas têm coragem de abandonar um animal à sua própria sorte na rua, sendo que as Associações de Proteção Animal procuram ajudar todos os casos que lhes vão chegando e os próprios animais, por serem domesticados, não conseguem sobreviver sozinhos na natureza.

“A palavra abandono animal já não deveria existir"

Quando confrontada com a existência, ou não, de um padrão de pessoas que possam abandonar os animais, a entrevistada afirma, sem qualquer dúvida, que “Não há algo standard (…) qualquer pessoa abandona um animal. Não é por pobreza nem riqueza, não é por idades (…) não poderemos saber se aquela pessoa vai abandonar um animal ou não”.

Embora não se encontre nenhum padrão que permita identificar as pessoas que potencialmente abandonarão os animais, sabe-se que em 2014, dados avançados pelo jornal Público, chegaram aos canis municipais cerca de 600 animais por semana, número este que tem vindo a subir de ano para ano. Ainda segundo a mesma fonte, o número de abandonos foi 41% mais elevado do que em 2010, e 135% mais alto do que em 2008.