Sempre que há campanhas do Banco Alimentar ouvimos falar em muitas toneladas de alimentos que são entregues e ouvimos sempre que essas toneladas não chegam para as necessidades. Mas nunca pensamos se esses alimentos chegam para alimentar todas as pessoas carenciadas. Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram em Portugal mais de 2.270 toneladas de produtos alimentares na campanha realizada no fim-de-semana de 30 de novembro em cerca de 2.000 superfícies comerciais.

No centro de recolha da Cova da Beira voluntariaram-se cerca de 650 pessoas que, ao longo da campanha, recolheram cerca de 30 toneladas de alimentos, um número muito abaixo daquele que era esperado pela organização. Estas 30 toneladas servirão para alimentar cerca de 5500 pessoas, das quais 1500 são crianças. O valor de alimentos recolhidos  é francamente baixo paras as necessidades apresentadas; numa estimativa negativa as pessoas carenciadas receberão sensivelmente seis quilos para os próximos seis meses.

Mas como chegam os alimentos à mesa das pessoas que mais precisam? O Banco Alimentar nunca faz a distribuição pelas famílias carenciadas, mas sim pelas instituições de solidariedade social. São essas instituições que fazem a distribuição pelas famílias previamente selecionadas.

Nos bancos alimentares os produtos são organizados por secções e no final da campanha têm de estar prontos para serem distribuídos no dia seguinte. O processo de recolha é simples: existem voluntários que estão nas grandes superfícies a receber os alimentos doados pela população. No fecho das lojas, as equipas de transporte (com outros voluntários), com carrinhas emprestadas por empresas, recolhem os alimentos para o armazém. No armazém é feita a seleção dos alimentos, procede-se à sua pesagem e por fim são arrumados por categorias.

O Banco Alimentar é uma instituição de solidariedade social que tenta combater as dificuldades das famílias mais carenciadas. A causa pela qual se move é a fome e a tentativa de erradicação da pobreza. #Alimentação #Causas