Segundo a Secretária Geral da APSI- Associação para Promoção da Segurança Infantil, a grande maioria dos pais não tem o cuidado de ajustar em cada viagem o arnês (cinto interno da cadeira), ao corpo da criança, sendo que no Inverno, e por viajarem com um casaco geralmente grosso vestido, ajustam o cinto a essa medida, deixando o cinto com essa medida mais larga no arnês quando viajam sem casaco, deixando assim a criança sem a devida proteção.

Além disto, a responsável pela APSI refere ainda que basta a criança usar um casaco mais grosso para que este interfira com a colocação do cinto, pois a tendência é ficar descaído sobre os ombros. 

Quantas vezes colocamos as nossas crianças dentro do carro sem lhes tirarmos o casaco quente que usam? Quase todas, não é? Por ser mais prático e também para que se sintam mais confortáveis e quentinhas.

No entanto, testes realizados recentemente no Estados Unidos vieram provar que estamos a pôr em perigo as nossas crianças em caso de colisão, podendo as consequências ser mortais. Cinquenta testes foram  realizados, simulando uma colisão a cerca de 50 quilómetros por hora, onde uma criança devidamente apertada na cadeira do carro era sempre projetada para fora dela.

Assim aconselha-se a todos os pais que, ao colocarem a criança na cadeira, lhe retirem o casaco mais quente ou mesmo o impermeável e optem por um casaco de malha mais macio, vestindo o casaco só quando a retiram do carro; e que ajustem em cada viagem o respetivo arnês consoante o tipo de roupa que a criança tenha vestida.

Estes conselhos estendem-se também a bebés que viajem no ovo e nas cadeiras mais apertadas e de casaco vestido, onde a tendência natural seja para que aqueçam em demasiado. Por isso o melhor é mesmo adquirir o hábito de retirar o casaco quando viajar de carro.

Este boa prática aplica-se também aos adultos, pois ao viajarmos com o casaco vestido e com o cinto de segurança colocado por cima, podem existir problemas nas folgas criadas pelos diferentes tipos de casaco, mas também pelos objetos que colocamos nos bolsos, como as chaves, telemóveis ou carteiras que vão ficar por cima do cinto e que se podem tornar um fator de agravamento de lesões em caso de acidente. #Acidente Rodoviário