O corpo de um homem português foi encontrado dentro de um quarto de hotel, em Angola, nesta quarta-feira, dia 13 de Janeiro. As autoridades angolanas ainda não avançaram com muitas informações sobre o homem, que estaria em Angola a trabalhar no ramo da construção civil, um sector que está a atravessar muitas dificuldades no país. Para já, o homem ainda não foi oficialmente identificado, sendo revelada apenas a idade e alguns pormenores sobre a sua estadia em Angola. O português teria 54 anos e estava hospedado no hotel na vila do Nzeto, no norte do país. 

Desconhece-se há quanto tempo o homem estaria emigrado em Angola, mas sabe-se que vivia nesta vila, na província do Zaire, há cinco meses, onde exercia a sua profissão no ramo da construção civil. Alegadamente, o homem teria alguns problemas de saúde e, de acordo com uma agência noticiosa angolana, poderia ter sido vítima de uma hemorragia cerebral. No entanto, as circunstâncias da morte ainda não foram confirmadas e, uma vez que o corpo foi encontrado no hotel, ficou desde já afastada a hipótese de acidente de trabalho.

Para retirar o corpo do português do quarto do hotel, foram chamados os Serviços de Investigação Criminal do país, e o caso foi formalmente entregue às autoridades policiais angolanas, que vão agora investigar o caso, afim de apurarem as causas da morte. A autópsia poderá ser conclusiva. 

Portugueses com dificuldades em Angola

Durante alguns anos, Angola tornou-se um nicho de #Emigração para trabalhadores portugueses, sobretudo no sector de construção civil. No entanto, as dificuldades têm vindo a agravar-se e são já muitos os trabalhadores que estão a optar por regressar a Portugal. 

No entanto, de acordo com o Observatório da Emigração, serão ainda mais de 126 mil os portugueses a trabalharem em Angola mas, nos últimos anos, são cada vez menos os que arriscam o mercado de trabalho angolano, temendo as dificuldades que o país vai atravessando. 

Os salários em atraso são uma realidade cada vez maior. Empresas como Somage, Mota-Engil, Teixeira Duarte ou Soares da Costa já não são a garantia de estabilidade de outrora e, muitos portugueses tentam regressar a "casa".