Doze pessoas, com idades entre os 7 e os 63 anos, morreram depois de o “minibus” onde seguiam ter chocado frontalmente com um veículo pesado. As vítimas são todas portuguesas, residentes na Suíça, e viajavam para Portugal. No camião seguiam dois condutores, de nacionalidade italiana, que saíram ilesos da colisão. A tragédia ocorreu na estrada nacional 79, na localidade de Moulins, próximo de Lyon, no centro de França.

Os emigrantes portugueses saíram da Suíça por volta das 21 horas de quinta-feira, 24 de Março, com destino a Portugal, nomeadamente para a região de Coimbra / Leiria, onde pretendiam celebrar a Páscoa com os familiares. Por cerca das 23:45 horas, na estrada nacional 79, perto de Lyon, no departamento de Allier, o veículo onde seguiam entrou em despiste, desviou-se para a faixa contrária e colidiu frontalmente com um veículo pesado de mercadorias. De acordo com autoridades consulares, trata-se de um troço da estrada 79 considerado um dos pontos negros da sinistralidade rodoviária, com o registo de vários acidentes.

José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades, disse aos jornalistas na manhã desta sexta-feira, 25 de Março, que todos os corpos estavam identificados, sabendo-se que residiam todos na Suíça. O governante esclareceu, ainda, que em alguns casos tratam-se de famílias, dando como exemplo o facto de ter morrido “o pai, a mãe e uma filha de 10 anos”. No entanto, o secretário de Estado escusou-se a adiantar mais pormenores sobre a identificação das vítimas que, tudo indica, viajavam para Portugal para passar a época festiva da Páscoa com familiares. “Estamos a continuar a desenvolver as diligências consulares em diálogo com as autoridades francesas”, afirmou. Entretanto, José Luís Carneiro transmitiu, em nome do governo português, as condolências às famílias das 12 vítimas mortais, num “momento tão especial que é a Páscoa”.

Os cadáveres tinham sido transportados para um edifício camarário, que foi adaptado a uma morgue improvisada. Só depois de realizadas todas as acções forenses, nomeadamente as respectivas autópsias, é que os corpos serão libertados pelas autoridades para que sejam transladados e entregues às famílias para que se possam realizar as cerimónias fúnebres, daqueles cidadãos portugueses#Acidente Rodoviário