Na sexta-feira passada, dia 1 de Abril, o pequeno Leonardo, de dois anos, deu entrada num hospital de Toulouse, em França. A criança, que apresentava vários hematomas e sofria de uma paragem cardiorrespiratória, acabou por morrer no sábado. Morava num apartamento de luxo próximo de Hers com um casal português que no início da investigação se julgava não qualquer relação familiar com o bebé. Mais tarde, e de acordo com o Jornal de Notícias, verificou-se que a criança seria sobrinha do homem, irmão da mãe biológica que tinha entregue a criança para adoção numa instituição em Portugal. O tio terá ido buscar a criança à instituição e levou-a para Toulouse para cuidar dela. 

A mulher de 24 anos, companheira do tio de Leonardo, está inscrita no Consulado Português em Lyon e é natural de Paços de Ferreira, segundo fonte da Secretaria do Estado das Comunidades Portuguesas. O homem de 29 anos, tio da criança, também tem nacionalidade portuguesa. 

Vizinhos do casal disseram ao site Ladepeche que era costume vê-los a brincar todos juntos, que pareciam ser felizes e que o tio da criança tinha comentado que ela sofria de problemas pulmonares. Outro morador afirma que na sexta-feira ouviu a mulher a gritar por ajuda e viu a criança deitada no chão sem se mexer, apenas de fraldas, e que o tio seguia instruções dos bombeiros pelo telefone, para lhe fazer massagem cardíaca. 

A justiça francesa tem feito investigações para tentar descobrir a razão dos hematomas da criança. O casal compareceu na segunda-feira perante o juiz. A mulher foi acusada de "homicídio voluntário de um menor de 15 anos", ficando de imediato detida e o tio foi acusado de "não assistência a pessoa em perigo", saindo em liberdade sob controlo policial.

Apesar de o tio ter dito que a criança morreu de causas naturais, só depois da autópsia ser feita é que vão ser apurados os motivos que levaram esta criança à morte. Outra questão que surge como consequência dos comentários do casal na audição -  reconheceram que Leonardo "chorava muito" e que "era uma criança difícil" -  é, de acordo com a imprensa francesa: terá a criança sido vítima de um acto de nervos ou tudo terá sido premeditado?

O Governo português está a acompanhar o caso e novos desenvolvimentos que possam surgir. #Crime #Polícia