O jovem de 19 anos, único sobrevivente do trágico acidente em França, no qual morreram 12 portugueses, vai ficar em prisão preventiva. A decisão foi decretada nesta segunda-feira, 4 de Abril, por um juiz do tribunal de Moulins, zona francesa próxima do local onde ocorreu o acidente. Para além do jovem, que conduzia a carrinha acidentada, também o seu tio, de 35 anos, proprietário do veículo, fica a aguardar julgamento na prisão. Para além de correrem o risco de vários anos de cadeia, os dois portugueses poderão ter de indemnizar as famílias das vítimas em centenas de milhares de euros.

Recorde-se que em causa está o despiste de uma carrinha, conduzida pelo jovem de 19 anos, que transportava 12 emigrantes portugueses que vinham, da Suíça, passar a Páscoa com a família em Portugal. O acidente ocorreu cerca de 300 quilómetros após o início da viagem, numa estrada do centro de França, vindo a colidir com um pesado de mercadorias. Do acidente resultou a morte dos 12 passageiros, com idades compreendidas entre os 7 e os 63 anos, oriundos de vários concelhos das zonas Norte e Centro do país.

Depois do acidente, o jovem condutor, bem como o seu tio, proprietário da carrinha, que fazia o mesmo trajecto num outro veículo, deram entrada nas urgências hospitalares em “choque psicológico”, tendo sido transferidos, depois, para uma ala psiquiátrica, onde permaneceram durante vários dias, até serem detidos pelas autoridades no momento em que tiveram alta hospitalar.

Os dois portugueses – tio e sobrinho – estão acusados de 12 homicídios e de ferimentos involuntários agravados. Nesta segunda-feira, 4 de Abril, os dois homens foram presentes a um juiz das liberdades e detenção (JLD), no tribunal de Moulins, que decidiu mantê-los em prisão preventiva na cadeia de Moulins – Yzeure. O magistrado não considerou as garantidas prestadas pelos portugueses como suficientes para poderem ficar em liberdade, alegando que poderiam contactar com testemunhas do processo. Contudo, a defesa garante que não irá “baixar os braços” e pretende requerer a libertação “nas próximas semanas”. #Justiça #Acidente Rodoviário