Quatro pessoas morreram, e cerca de 50 ficaram feridas, na sequência de um descarrilamento de um comboio na Galiza, Espanha. As vítimas mortais são um jovem de 23 anos, filho de um conhecido sindicalista de Vigo, um homem português, maquinista da composição ferroviária, um outro espanhol, revisor do comboio, e um turista norte americano. O acidente ocorreu ao início da manhã desta sexta-feira, 9 de Setembro, junto à estação de O Porriño.

O alerta foi dado por cerca das 9:30 horas (8:30 em Lisboa), para o descarrilamento de uma composição ferroviária, com 63 passageiros, e que fazia a ligação Vigo – Porto na linha designada por “Celta”, inaugurada em Julho de 2013. Para além da morte do maquinista, um homem português residente no concelho de Valongo, encontram-se mais três portugueses de entre os cerca de 50 feridos. A confirmação foi dada pelo presidente da Comboios de Portugal (CP) que se deslocou ao local poucas horas depois do acidente. Manuel Queiró adiantou que as circunstâncias em que ocorreu o descarrilamento estão a ser apuradas pelas autoridades, tendo descartado uma eventual falha humana ou avaria mecânica, realçando que a composição ferroviária apresentava-se em “perfeitas condições” e o maquinista tinha vários anos de experiência na função.

O presidente da CP disse, igualmente, aos jornalistas de que aquele comboio terá sido submetido a uma revisão recente em Espanha, para além de uma vistoria, ainda mais recente, em Portugal. Manuel Queiró, que disse que o comboio era luso-espanhol, remeteu informações sobre as causas do acidente para os resultados de um inquérito já instaurado.

Por sua vez, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, salientou que o comboio é propriedade da Renfe (empresa ferroviária espanhola), sendo da mesma a responsabilidade pelo inquérito às causas do acidente, embora possam contar com a colaboração das entidades portuguesas, como é o caso do Gabinete de Investigação de Segurança e de Acidentes Ferroviários (GISAF). Já o ministro do Fomento de Espanha explicou que, devido a obras na zona da estação de O Porriño, a composição ferroviária, constituída por três carruagens, circulava numa linha secundária, que exigia uma velocidade reduzida. #Transportes Públicos #Acidente Ferroviário