Um emigrante português, proprietário de um conhecido restaurante e bar em Ormesson-sur-Marne (França) é suspeito de ter assassinado um seu cliente, também emigrante português. O caso aconteceu na madrugada da passada sexta-feira (6 de Janeiro), na sequência de um desentendimento entre os dois homens. As razões que estiveram na base da violenta discussão estão a ser apuradas pelas autoridades policiais, mas algumas testemunhas esclarecem que os dois emigrantes tinham “bebido alguns copos”.

A fatídica agressão terá ocorrido pouco depois da uma hora da madrugada, no restaurante bar “Continental”, conhecido na zona sobretudo pela comunidade portuguesa radicada naquela região francesa.

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Havia um ambiente festivo no interior do estabelecimento, com Carlos Soares, de 46 anos, natural do concelho da Batalha, a servir e a conviver com os seus clientes. No grupo estava José David Silva, natural de Figueira de Castelo Rodrigo, de 27 anos de idade, na companhia da sua mulher. Foi naquele momento que os dois se terão desentendido, com Carlos a levar o José para o exterior do estabelecimento.

Já na rua, Carlos Soares terá desferido uma facada no peito de José, atingindo-o na zona do coração. Após o #Crime, abandonou o local no seu automóvel, tendo regressado poucos minutos depois, já com as autoridades policiais presentes, acabando por ser detido. A faca, alegadamente usada no assassinato, foi encontrada lavada num caixote do lixo. A morte de jovem emigrante foi declarada, cerca de uma hora depois, depois de os socorristas terem efectuado manobras de reanimação no sentido de reverter a situação.

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A investigação do crime está a cargo dos agentes da polícia judicial do Val-de-Marne. As diligências deverão esclarecer em que circunstância terá ocorrido aquele homicídio. Algumas testemunhas descrevem José Silva, residente numa vila distanciada a cerca de 15 quilómetros do local, como “um homem pacato, educado que não se metia em confusões com ninguém”. O jovem terá emigrado para França há cerca de cinco anos com a mulher, um filho de apenas cinco anos e um bebé de sete meses. Desde então era trabalhador na construção civil. Já Carlos Soares estaria a explorar o restaurante bar “Continental” há cerca de dois anos. Um estabelecimento muito conhecido junto da comunidade emigrante portuguesa, sobretudo por ali realizar vários eventos de convívio. #Emigração