A Casa Fiz do Mundo - São Tomé e Príncipe é uma missão de ajuda humanitária que nasceu em 2007 na comunidade católica da Paróquia de Carregosa, concelho de Oliveira de Azeméis, em parceria com as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. O atual responsável pela missão é o padre José Ribeiro, da paróquia de Carregosa, Vila Cova de Perrinho e Chave. Prova de que a união faz a força, a Casa Fiz do Mundo envia, de dois em dois anos, e também em alguns anos intercalares, um contentor com todo o tipo de ajuda que a população carenciada e residente na cidade das Neves necessita.

Tudo começou em 2007, com o envio de um contentor de ajuda humanitária e a deslocação ao terreno de cinco voluntários que se depararam com uma população carente de bens alimentares e de material escolar.

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Em 2008 regressaram a São Tomé, desta vez com 14 voluntários e o envio de dois contentores. E desde então, segue um contentor com todos os artigos necessários à população santomense. Estes bens são doados pelas comunidades católicas já referidas, assim como por empresas e instituições.

É na cidade das Neves que está implantada a base da Casa Fiz do Mundo - São Tomé e Príncipe, que integra toda a logística de trabalho, alojamento e alimentação. A partir deste local deslocam-se para todas as acções que organizam e desenvolvem nas roças, junto das populações mais desprotegidas.

As Irmãs Franciscanas têm duas estruturas, uma na cidade de São Tomé, onde se ocupam de trabalhos no Hospital Central e lar de idosos, e outra na cidade de Neves, onde gerem toda a missão humanitária. Com o apoio financeiro e logístico conseguiram implementar um lar, uma creche, uma escola primária, uma carpintaria, uma confecção e um aviário.

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O lema não é dar por dar, mas sim ensinar. Nesse sentido, apoiam projetos de trabalho, como os cursos de formação informática entre outros.

Um dos principais objetivos da missão é o de conseguir levar mais apoio e formadores para São Tomé e Príncipe, pois é com o trabalho desenvolvido no local que se apercebem da falta de formação em várias áreas. "Nós temos sido um importante parceiro do governo santomense no que toca à formação de professores do 1.º e 2.º ciclos assim como de educadores e auxiliares", explica José Augusto Santos, voluntário da Casa Fiz do Mundo. O trabalho dos voluntários e colaboradores abrange a assistência médica direta às zonas mais necessitadas, formação de educadores de infância, nas áreas de primeiros socorros, higiene pessoal, ambiental e informática.

Na missão deste ano seguirão 11 voluntários que permanecerão durante um mês auxiliando na formação de educadores de infância e professores, além de realizarem rastreios de saúde nas roças. "No contentor deste ano damos prioridade a materiais escolares e a artigos básicos de higiene pessoal, farmacêutico e de costura, além de bens alimentares.

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As dádivas têm sido muito generosas e tivemos que trocar para um contentor de tamanho superior", revela José Augusto. Esta ajuda beneficiará crianças, desde a idade pré-escolar até ao 6.º ano, idosos residentes num lar e famílias em apoio domiciliar.

Para o envio do contentor de 40 pés - o tamanho maior deve-se ao grande apoio que esta missão tem recebido - foi criado uma ação de 'crowdfunding' que alcançou o valor necessário de 1500 euros. Entretanto, mesmo com o valor superado, esta ação irá prolongar-se até ao dia 5 de Junho. "Todo o valor excedente será entregue às irmãs", explicou José Augusto. Assim, será revertido em favor da missão da Casa Fiz do Mundo para este ano e para os anos seguintes.

Para contribuir com doações monetárias, bens alimentares, artigos escolares, entre outros, basta ir à página Casa Fiz do Mundo no 'Facebook' ou ao site oficial, e aí também encontrará informações sobre o que é a missão, como colaborar e como apadrinhar uma criança de São Tomé. Ao ajudar a missão, está a contribuir para fazer deste mundo uma casa para todos. #Educação #Causas