No final de 2013, a Amazon anunciou um conceito revolucionário de entrega de encomendas, que promete o maior impacto na actividade dos correios e dos carteiros: o uso de drones. Importada do inglês, a palavra "drone" significa avião não tripulado. Trata-se de um avião que é controlado sem qualquer piloto no interior, tal como acontece com aviões telecomandados mas com um alcance muito superior.

Existem dois tipos de drones: manuais e automáticos. Os drones manuais são comandados por um piloto, no solo, que os controla como se estivesse a jogar um jogo de computador. Aqui se incluem os drones militares dos Estados Unidos, que têm pilotos tranquilamente sentados ao computador numa base militar em território americano a bombardear inimigos do outro lado do mundo, com as câmeras que o avião leva, GPS e demais ferramentas.

Publicidade
Publicidade

Os drones automáticos são comandados por um sistema informático, que se encarrega de toda a pilotagem. É desde género o modelo que a Amazon anunciou no final de 2013. Sendo um modelo de pequena dimensão, e podendo aterrar verticalmente - daí que a designação "drone" seja mais adequada, pois não é um avião nem um helicóptero no sentido tradicional - o drone da Amazon deverá poder transportar encomendas até 2,5 kg de peso, o que representa mais de 85% das entregas do gigante norte-americano das compras online.

Sabe-se agora que a Google não quer perder esta corrida e já está a testar um drone para fazer entregas. O teste aconteceu na Austrália, com um conjunto de bens (chocolate, medicamentos e vacinas) entregue a um residente em Queensland. A Google anunciou também o nome deste projecto, Wing (Asa), e a contratação de Dave Vos, especialista na área, para o seu desenvolvimento.

Publicidade

Contudo, a Google não aponta ainda datas para uma utilização comercial desta tecnologia. De resto, depois do anúncio inicial da Amazon, não surgiram novidades desde então.

A prudência dos gigantes pode estar relacionada com a necessidade de garantir segurança e fiabilidade próximas de 100%. A utilização de drones para uso comercial está proibida nos Estados Unidos - caso raro em que o legislador se antecipou à inovação tecnológica. Enquanto a Google e a Amazon não puderem garantir que os drones-correio não nos caem em cima da cabeça, como temiam os gauleses da aldeia de Astérix, certamente o legislador não vai mudar de opinião.