A luta dos cientistas mundo fora para que pessoas tetraplégicas, paraplégicas e com algumas dificuldades motoras graves, voltem a se locomover é impressionante, e está alcançando resultados que até pouco tempo atrás, desconhecíamos serem possíveis. A elaboração de exoesqueletos controlados com a força da mente já é fato consumado, mas ainda são muito pesados e caros. A questão agora é fazê-los leves e práticos, assim como reduzir o preço final para aquisição do equipamento. O que colocaria milhares de pessoas que hoje têm sua vida atrelada a uma cadeira de rodas e até mesmo a uma cama, andando e fazendo com que sua perda de massa muscular fosse revertida a longo prazo, pois um corpo que não se exercita atrofia muito rapidamente.

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Ainda estamos longe da perfeição, mas os cientistas têm trabalhado muito para que sejam lançados equipamentos acessíveis e eficientes no mercado. O Neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, pesquisador da Universidade Duke nos Estados Unidos, e responsável pelo projeto Andar de Novo, que foi quem fez o também brasileiro Juliano Pinto, de 29 anos, dar o chute de abertura da Copa do Mundo do Brasil, diz que infelizmente o problema não está na neurociência ou nas interfaces entre o cérebro e a máquina, mas na robótica em si. Que ainda está longe de ser aquela apresentada como nos filmes hollywoodianos. Temos vários aparelhos já lançados no mercado, mas são caros, muito pesados e desajeitados. Alguns exemplos são o equipamento israelense ReWalk, o Japonês HAL, o eLegs, criado pela Universidade da Califórnia, e o REX da Nova-Zelândia.

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Destes, o eLegs é o mais leve, mais compacto e que dá maior mobilidade ao usuário, e foi eleito pela revista Times uma das 50 melhores invenções de 2010.

Um passo gigantesco foi dado recentemente na Escola Politécnica Federal de Lausane, na Suíça. Liderados pelo Professor Gregoire Courtine, cientistas estudam os estímulos elétricos na medula espinhal como solução para a perda dos movimentos locomotivos. Experiências realizadas em ratos cuja medula espinhal encontrava-se totalmente danificada, mostraram que esses estímulos agiam na medula espinhal fazendo-os andar em uma esteira elétrica, atrelados a um arreio, inclusive subindo degraus. A equipe do Professor ainda não descobriu a cura para paraplegia, mas obteve a tecnologia para o próximo passo, que é estender este experimento aos humanos. Eles agora estudam e adequam o equipamento para teste em humanos, provavelmente na metade de 2015.

A ciência está avançando a passos largos em direção a um futuro melhor para todos os que hoje não conseguem se locomover de pé, sozinhos.

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Aqueles que estão amarrados a uma cadeira de rodas ou à própria cama agora têm a esperança de uma vida plena e com qualidade, onde poderão andar novamente. Todos temos um sonho, e para aqueles cujo sonho resume-se a um ato automático e simples dentre os que gozam de perfeita saúde, como o simples "caminhar", a ciência está se superando e trazendo consigo uma expectativa por dias melhores. Podemos esperar, com certeza, grandes avanços nesta área para o ano que vem. O homem superando seus limites em prol de sua própria espécie, isto é o que faz de nós... humanos. #Inovação