Os adolescentes americanos estão a preferir o Instagram e o Twitter ao Facebook. Um relatório do banco de investimento norte-americano Piper Jaffray concluiu que entre a primavera e o outono de 2014 a percentagem de utilizadores de 16 anos na rede social criada por Zuckerberg passou de 72 % para 45%.

Enquanto que menos de metade dos inquiridos (7200 jovens de diversos estratos sociais) usa o Facebook, 76% afirmou usar o Instagram e 59% disse usar o Twitter.

A culpa será dos pais

O fenómeno não fica indiferente aos olhos dos especialistas. Enquanto que pessoas de faixas etárias mais altas têm aderido ao Facebook, os jovens estão a deixar de usar a rede social, segundo um artigo de Caitlin Dewey publicado no Washington Post, que constata mesmo que é a "enchente de pais" que está a afastar os filhos que usavam o Facebook para desabafar.

Já em Maio de 2013, um estudo da PewResearch feito a 802 pais norte-americanos e aos seus 802 filhos com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos, tinha concluído que "muitos adolescentes mostraram um entusiasmo decrescente pelo Facebook" e revelaram "insatisfação pelo crescente número de adultos no site".

Em Junho de 2014, um estudo da Forrester Research feito a mais de 4500 adolescentes dos Estados Unidos concluía o contrário: cerca de metade dos inquiridos confessou usar mais o Facebook do que no mesmo período do ano anterior.

Se as preferências dos jovens parecem estar em constante mudança, a verdade é que, segundo o recente relatório da Piper Jaffray, "amigos e internet dominam as influências dos adolescentes" e "o Instagram e o Twitter são os dois sites sociais mais usados, o que sugere que os adolescentes são cada vez mais comunicadores audiovisuais".

Em Portugal

Em 2013, o estudo "Os Portugueses e as Redes Sociais 2013" da Marktest dava conta de que 27% dos adultos e 31% dos jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos diziam ter abandonado uma rede social nesse ano.

As 820 entrevistas indicavam que algumas das razões para o abandono se deviam à falta de interesse ou à migração para outra rede social.

O mesmo estudo indicava que os jovens estavam a perder interesse pelo Facebook, precisamente devido ao facto de os seus pais estarem a aderir ao site.

Ainda assim, o relatório concluiu que "95% dos utilizadores de redes sociais tem conta no Facebook e 39% no Youtube".