O Facebook viu crescer as suas receitas em 59% no terceiro trimestre de 2014, relativamente ao período homólogo de 2013. O lucro foi de 3,2 mil milhões de dólares, o correspondente (ao câmbio actual) a 2,52 mil milhões de euros, o suficiente para comprar Cristiano Ronaldo 25 vezes. A maior rede social do mundo indicou também que foi precisamente nos Estados Unidos e também na Ásia que a utilização cresceu mais. O número de utilizadores, tendo já ultrapassado a barreira psicológica dos mil milhões de utilizadores, aumentou agora de 1,32 mil para 1,35 mil milhões.

A Facebook revelou também um dado de importância estratégica para o mercado e os investidores: um aumento de 66% das receitas de publicidade em dispositivos móveis, como tablets e smartphones.

Publicidade
Publicidade

Numa altura em que o mercado tecnológico continua a mover-se decisivamente em relação ao mobile, o sucesso futuro do Facebook está em grande parte ligado à capacidade da rede social de conseguir ganhos neste ambiente tecnológico, e essa era uma das grandes interrogações que havia provocado a perda de valor das acções quando a empresa chegou à bolsa. Aparentemente, Mark Zuckerberg está a conseguir dar a volta a essa situação. Da mesma forma, a Facebook anunciou uma subida também muito acentuada, de 29%, no número de acessos ao portal através de dispositivos móveis, por comparação com o terceiro trimestre de 2013.

O comunicado surge poucos dias depois de Zuckerberg ter impressionado o mundo com os seus conhecimentos do idioma chinês. Convidado numa palestra na universidade Tsinghua, em Pequim, Zuckerberg respondeu a questões simples, nomeadamente o desafio de aprender mandarim e conhecer melhor a cultura chinesa.

Publicidade

O Facebook, tal como outros portais globais de origem americana, tem acesso restrito na China e Zuckerberg sabe que do sucesso na Ásia pode depender o sucesso do seu projecto a nível global.

Ao mesmo tempo, Zuckerberg falou também de outros projectos com os quais pretende projectar o Facebook para a próxima década. Começando pelo Whatsapp - "um negócio não é atractivo para os investidores enquanto não conseguir pelo menos mil milhões de utilizadores", afirmou Zuckerberg de forma autoconfiante - e passando também pelos óculos virtuais Oculus VR que prometer revolucionar a forma de jogar jogos de vídeo.