Todos conhecemos as paisagens das "quintas de vento", dedicadas à energia limpa do aproveitamento dos ventos; existem sobre o mar e sobre a terra, com dezenas, às vezes centenas, de moinhos de espátulas gigantescas, que se estendem por quilómetros.

Estas paisagens têm sido postas em causa não só por questões de natureza estética, mas também porque, apesar de serem consideradas "eco-amigáveis", têm colocado em risco os movimentos de algumas aves migratórias.

No entanto, surge algo de novo no horizonte próximo da evolução tecnológica: a turbina aérea flutuante (sigla em inglês: BAT - Buoyant Airborne Turbine).

Desenvolvida pela empresa recém-criada por técnicos da MIT, a Altaeros Energies, o BAT é pouco mais do que um tubo insuflável com hélio e uma hélice mais pequena do que as terrestres, instalável num único dia e transportável por camião para qualquer parte, o que reduz significativamente os custos de instalação das típicas turbinas montadas em torres. Esta inovação tecnológica contrasta quer com outras turbinas terrestres, que exigem grandes quantidades de material de suporte, quer com as marítimas, que implicam custos tremendos na ancoragem ao fundo do oceano.

Outra vantagem do BAT é a de poder eficazmente e a custos reduzidos, abastecer comunidades remotas e "off-grid" (fora da grelha), bem como áreas atingidas por desastres.

A Turbina Aérea Flutuante tem capacidade para produzir o dobro da quantidade de energia de uma turbina convencional, dado que se alimenta dos ventos mais fortes e consistentes que existem a grandes altitudes, sendo essa energia canalizada por cabos de volta à estação distribuidora. #Ambiente

Graças a uma subvenção de 740.000 dólares por parte da Autoridade Energética do Alasca, a Altaeros vai poder testar o primeiro BAT comercial perto da cidade de Fairbanks (Alasca), no início do próximo ano, fornecendo energia e até wi-fi (internet sem fios), a dezenas de famílias isoladas da grelha energética. Em caso de sucesso desta experiência de 18 meses, a zona poderá ver reduzido o seu consumo de gasóleo em 40.000 litros por ano.