Os #Jogos nas plataformas móveis tem tido um crescimento explosivo nos últimos anos e o formato free-to-play tem recentemente dominado a forma como os jogos são oferecidos aos utilizadores. 


Este formato permite anunciar e oferecer jogos que podem ser descarregados gratuitamente, mas que depois vão oferecendo de forma mais ou menos razoável ("chata") e eficaz aos jogadores formas de investir dinheiro real para que possam aceder a conteúdos extra ou acelerarem o progresso no jogo. 


O formato tem sido de tal forma eficaz que já são bastantes os casos em que os pais de jogadores mais novos se deparam com contas gigantescas no seu cartão de crédito ao final do mês. Desta vez a foi a vez da família de um jovem belga que se viu a braços com uma conta de 37 mil euros num destes jogos. 


O jogo é o Game of War: Fire Age e permite que os jogadores comprem pacotes de 20.000 unidades de ouro virtual por $100 (aproximadamente €80), o que dá no total aproximadamente 9.200.000 unidades de ouro virtual. O jovem viciou-se de tal forma no jogo que gastou cerca de 37 mil euros ao longo de 3 meses até que a situação tenha sido notada pelos seus pais. 


O rapaz de 15 anos conseguiu acesso aos detalhes do cartão de crédito do seu avô quando a mãe lhe pediu ajuda para configurar o mesmo no seu tablet de forma a poder comprar ebooks. Após ter os detalhes, o rapaz associou-o à sua própria conta do iTunes e assim começou uma história nada bonita em que o vício pelo jogo fez com que ele fosse gastando mais e mais dinheiro para evoluir. 


Por muito que queiramos culpar os pais pelo sucedido, o problema é que neste momento as compras dentro das aplicações não estão descritas de forma explícita e ainda não foram implementados grandes métodos de alerta que pudessem ser usados para evitar o sucedido. Neste caso em concreto, e depois de ter acesso aos dados de um cartão de crédito, não existiriam muitas formas de o impedir. 


Devido à recorrência deste tipo de situações, existe pressão de várias entidades sobre a #Apple, o Google e as outras plataformas móveis que oferecem lojas de aplicações e jogos, para que tomem medidas de forma a informarem corretamente os utilizadores do tipo de jogo e para que não os anunciem apenas como gratuitos. 


A Europa em particular tem pressionado mudanças na forma como a Apple e o Google anunciam esses jogos e como lidam com as compras dentro das aplicações. Em resposta a um pedido da Europe's Consumer Protection Cooperation Network (Rede Europeia de Proteção aos Consumidores), o Google já não denomina jogos com compras dentro da aplicação como "gratuitos" e implementou opções de forma a limitar este tipo de compras pelos mais novos; a Apple até ao momento ainda não fez nada relativamente ao assunto. 


Não existem soluções perfeitas, mas os mecanismos que estão a ser colocados em prática combinados com uma supervisão atenta dos pais podem evitar muitos dissabores. Este caso pode ter um final feliz, pois existe a possibilidade de a Apple devolver o dinheiro à família do rapaz. Esperemos que ele tenha aprendido a lição.