Ninguém está a ver o problema. Cada vez mais as novas tecnologias estão a tornar-se numa droga, numa dependência. A nova geração nasce com a tecnologia nas mãos e as redes sociais e os jogos são cada vez mais importantes para estes jovens. É certo que a tecnologia tem o seu lado positivo quando usada moderadamente e também é verdade que o cérebro desenvolve certas capacidades que há uns anos não era possível desenvolver, especialmente nas pessoas que tinham um trabalho mais prático, sem necessidade de grande uso a mente.

As redes sociais têm o seu lado positivo, mas estão a destruir a sociedade, tornando as pessoas mais isoladas, já que usam as suas tecnologias e abandonam o convívio pessoal.

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É certo que podemos comunicar com muitas pessoas de vários países, conhecer novas maneiras de ver o mundo e ter milhões de amigos.

Realmente o desenvolvimento das tecnologias facilitou em muito as comunicações, o tratamento de dados, análises e até a vida social, mas a dependência das novas tecnologias ameaça o futuro mundial de uma forma geral.

Existe toda uma geração a qual vou chamar "i-XXI", que simplesmente abandonou o trabalho prático, o trabalho que traz resultados, que cria produto. Podem achar estranho dar este nome, pois esta geração começou alguns anos antes do início do novo século, possivelmente no início da década de 90, mas tornou-se vais visível neste século.

A "i-XXI" é uma geração que não produz, vive de uma geração que se torna cada vez mais idosa e menos produtiva, é uma geração que socialmente está teoricamente muito bem, tem muitos amigos e tem acesso a muitas partilhas de conhecimento, de ideias, etc.

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O certo é que nenhum desses amigos lhes pode dar o conforto de um abraço, porque existem momentos na vida em que um simples gosto ou não gosto não é suficiente.

É necessário fazer algo com muita urgência, trazer de volta à terra os nossos jovens que se encontram num mundo virtual, num matrix que poderá ter um final trágico.

Tecnologicamente falando, tudo é necessário e positivo, desde que seja moderadamente usado em benefício da sociedade.