Hoje em dia ter um smartphone e/ou um tablet deixou de ser um luxo para passar a ser um bem quase essencial para o nosso dia-a-dia. Este tipo de dispositivos são os nossos assistentes pessoais, o nosso acesso rápido e eficaz ao mundo digital, a nossa comunicação constante com a nossa rede de contactos, a nossa consola de jogos ou nosso leitor portátil de músicas e filmes. As possibilidades são imensas.

Para tirarmos melhor partido dos conteúdos que estes nos têm para oferecer, é importante que o hardware se comporte adequadamente, principalmente a característica mais importante de um smartphone ou tablet: o ecrã. É este o nosso "output" e "input" constante visto que é a partir dele que visualizamos e interagimos com esses conteúdos.

Este artigo serve, de uma forma simples e breve, explicar os principais tipos de ecrãs que podemos encontrar no mercado, e as características principais de cada um, não entrando em muitos detalhes técnicos relativamente a cada um.

Um ecrã tem 4 características principais: Tamanho, PPI, resolução e o tipo.

O tamanho é o tamanho físico do ecrã, é medido em polegadas e podemos encontrar variados tamanhos diferentes.


A resolução é o número de pixels dentro do ecrã e normalmente estão organizados por colunas e linhas. Por exemplo, 1280x720 significa 1280 colunas de pixels por 720 linhas de pixels. Existem vários acrónimos conhecidos para vários tipos de resolução standard, no exemplo anterior, 1280x720 seria a resolução HD (High Definition) ou também conhecida por 720p (720 pixels por linha).

Os PPI vem do inglês "Pixels per Inch" e significa "Pixels por polegada". Um pixel é a unidade mais pequena que podemos encontrar num ecrã e normalmente é composto por três cores: vermelho, verde e azul. "Pixels por polegada" representa a densidade ou a quantidade de pixels que podemos ter numa determinada área mínima (definida pelo quadrado da polegada) num determinado ecrã. Quanto maior for o PPI, melhor será a qualidade deste.

Nota: Não confundir PPI com DPI ("Dots per inch"), termo usado na área da impressão em papel.

Estas três características estão relacionadas entre si. Por exemplo, se tivermos um ecrã mais pequeno e outro maior, ambos com a mesma resolução, o primeiro terá um PPI superior ao segundo. Por curiosidade, geralmente os smartphones têm um PPI mais elevado do que os tablets porque são equipamentos que, em média, estão mais perto dos nossos olhos.

Quanto ao tipo, temos dois tipos de ecrã principais: os descendentes do LCD (do inglês "Liquid Crystal Display") e os descendentes do LED (do inglês "Light Emitting Diode").

Sem entrar em muitos pormenores, os LCD precisam de iluminação por trás dos pixels e faz essa iluminação a todos os pixels da mesma forma, enquanto que os ecrãs LED só iluminam os pixels que precisam de luz. Por exemplo, se tivermos um wallpaper do telemóvel todo preto e outro colorido, o LCD vai consumir a mesma energia nos dois enquanto que o LED consumiria menos energia no wallpaper preto, visto que os pixels a "preto" não estão a consumir energia. Além disso, os ecrãs LED permitem ter cores mais realistas e "pretos" verdadeiramente "pretos". No entanto, os LCD são mais baratos e fáceis de fabricar para produções em massa do que o tipo LED. Por curiosidade, LED e OLED ("Organic Light Emitting Diode") são em tudo semelhantes, excepto no material usado que é ligeiramente diferente.

Então que tipos de ecrãs temos em concreto no mercado? Vamos ver alguns:

Retina Display (usado nos iPhones e iPad em geral)
Este tipo de ecrã está associado à marca Apple e consegue boa qualidade de visualização aliada a boas resoluções. Os seus pixels não conseguem ser vistos a olho nu e Apple apresentou pela primeira vez com o iPhone 4 em 2010. Não há uma resolução certa para este tipo de ecrã visto que a Apple normalmente estabelece o compromisso certo entre a resolução e o tamanho de ecrã. Desta maneira obtém o melhor valor de PPI no sentido de ter o mais baixo consumo energético possível em detrimento da qualidade de visualização.


AMOLED (usado no Moto X 2013 e 2014, Nexus 6)
AMOLED significa "Active-Matrix OLED" e conseguem ser mais eficientes energeticamente, apresentar cores mais brilhantes e maior gama de luminosidade. Como já vimos anteriormente, estes AMOLED, baseados nos OLED, permitem poupanças significativas de energia pois nem todos os pixels podem estar a consumir energia.


Super AMOLED (usado no Samsung Galaxy S5, Samsung Galaxy Note 4, Samsung Galaxy Tab S)

Esta versão do AMOLED foi desenvolvida pela Samsung e permite ter a qualidade de ecrã igual ou ligeiramente superior aos Retina Display da Apple. Esta versão da Samsung permite ter ecrãs mais finos, mais eficientes em termos energéticos; são mais sensíveis ao toque e conseguem cores mais vibrantes.

TFT LCD (usado no Huawei Ascend P7 mini e no antigo HTC G1)

TFT significa "Thin Fim Transistor" e melhorou em relação ao LCD a qualidade dos ângulos de visualização. Estes ainda são vendidos e fabricados visto que são bastante baratos a produzir, mas tiveram muita em uso no ano de 2011.


IPS LCD (usado no Nexus 5, LG G3 e iPhone 6):

Por fim, temos os IPS LCD, onde IPS significa "In-Plane Switching" e melhorou bastante em relação ao TFT porque consome menos energia, permite resoluções maiores, consegue maiores ângulos de visualização e imagens com melhor definição. #Inovação

Obviamente que é sempre subjetivo definirmos um vencedor. Cada ecrã tem a sua qualidade, as suas características e o cada utilizador as suas preferências. O melhor mesmo é colocar a mesma imagem em vários smartphones e fazer uma comparação lado a lado.